No táxi Beatriz começou a sentir algumas pontadas no estomago, as ruas passavam mas Bia não conseguia prestar atenção para onde iam, pararam em um prédio depois de uns vinte minutos, Beatriz e o homem subiram para a cobertura.
Lá chegando, ela correu depressa para o banheiro, sentou-se no vaso mas não conseguia "ir ao banheiro", suas entranhas doíam, parecia que estavam socando seu intestino por dentro, tentava mas não conseguia ir ao banheiro. Por fim, se jogou no chão, se contorcendo, tentou vomitar, conseguiu mais isso não ajudou, a dor vinha e voltava, estava ficando desesperada, abriu a porta, ainda seminua, mas, não se importava com isso de tanta dor.
_ O que você me deu ?
Ele estava sentado no sofá na sala, acariciando um dos gatos que passava, o apartamento era cheio deles, ele não havia mentido. Estava de costas para o corredor, onde era a entrada do banheiro que Bia usava.
_ É só algo que lhe dará uma dor de estomago, algo como a dor de uma gastrite, em umas horas o efeito irá passar.
_ Você é maluco !
_ Cuidado para não falar coisas de que se arrependa! Você é hospede aqui.
Beatriz bate a porta do banheiro, tenta de novo ir mas não consegue, não sabe o que fazer, está desesperada, vai para o chuveiro se arrastando pelo box, abre a água quente, esta bem quente mas ela se força a ficar embaixo, isso dá algum alivio a seu estomago, mas nada que a console, nunca havia sentido uma dor assim antes, tenta vomitar de novo, consegue um pouco mais dessa vez, mas a dor não diminuí.
Beatriz abre as gavetas do armário do banheiro, procura algo para o estomago, mesmo sabendo que poderia ser perigoso fazer alguma mistura mas não encontra nenhum remédio.
Pensa se engolir pasta de dente ajudaria, resolve beber água quente do chuveiro, bebe bastante, até vomitar de novo, mas a dor vem mais forte e ela se deita no chão do banheiro, pensa em se matar de tanta dor, mas aguenta e chora sozinha dentro do box.
Algumas horas mais tarde, a dor diminuí, consegue ir ao banheiro, depois toma um banho, pede e o Cordial gentilmente lhe passa sua bolsa e as sacolas que havia comprado, ela pões roupas limpas e finalmente sai.
_ Preparei um chá, beba, vai se sentir melhor.
_ Estou com fome.
_ Não pode comer agora, espere mais algumas horas, lá pelas seis, sete horas...
_ Que horas são agora ?
_ Uma da tarde.
_ Só isso ?
_ Só,você passou três horas lá dentro.
_ Pareceram muito mais... Porque fez essa maldade comigo?
_ Desculpe-me Bia, mas você tem que entender que é parte do processo.
Beatriz lembra que está na casa dele, começa a brincar com um dos gatos que roça o seu pé.
_ Qual delas é a mãe do Romeu ?
_ Chamou ele de Romeu ? É aquela ali.
_ Que linda, seu filho está muito bem viu ?
_ Você é a unica pessoa da Sociedade que veio aqui em casa, além do seu tio, ele vinha de vez em quanto.
_ Verdade ?
_ Ele era o único que não me olhava com medo ou com pena, por isso era bem vindo.
_ Por isso me protegeu, por causa do meu tio ?
_ Não Beatriz, protegi por meu próprio interesse. Eu quero Ingrid e Antonia.
Beatriz anda pela casa, vê os livros na estante, uma casa comum, a não ser pela quantidade de gatos. Vai até a varanda, e diz :
_ Eu não vou escapar com vida disso, não é ? Não importa o que eu faça, vou acabar morrendo.
_ Talvez Beatriz, quem sabe?
_ Você quer que eu me encontre com o rapaz, e depois ?
_ Ele deve demorar umas duas ou três horas com você, ele vai contar algo muito, muito importante, depois você leva as duas para mim nesse endereço.
Ele anotou um endereço para Bia, ela leu e guardou no bolso.
_ Então, vou ter algumas horas com o rapaz, mais um tempo para convencer as duas, o que deve ser rápido, quer dizer, amanhã ao meio dia, no máximo, vou estar com as duas para lhe entregar, porque pediu dois dias a Hanna ?
_ Você é esperta... É que eu sei que depois que ouvir o que meu amigo tem a dizer, não vai querer fazer a troca, então, terá até as nove horas de depois de amanhã para pensar.
_ Se eu estiver nesse endereço, com as duas, até as nove de depois de amanhã ficarei bem ?
_ Se você me entregar as duas, eu procuro o Homem do saco, ele está escondido mas sei quando vou poder encontrá-lo. Assim que estiver com o garoto, estará livre. Terá cumprido sua tarefa e Hanna não poderá mais matá-la.
_ Eu vou agora.
_ Espere Beatriz, fique mais um pouco.
_ Porque ? Não tenho quase tempo.
_ Tempo você tem de sobra, mas, você vai usá-lo para tentar achar outra solução.
Beatriz ficou sem jeito, mas, decidiu não mentir.
_ Claro que eu vou tentar outra solução, que conselheira eu seria se não buscasse outras opções ?
_ Você será uma ótima conselheira. Sinceramente lhe desejo boa Sorte, vou marcar com o rapaz as dez horas ?
_ Dez da noite ? pode ser as nove ?
_ Claro, ele estará lhe esperando.
_ Posso lhe perguntar uma coisa ?
_ Se eu puder responder, será um prazer.
_ Por que me perguntou o que o chefe me serviu na frente de Hanna?
_ A resposta é obvia, eu já sabia o que tinha sido, ao menos, imaginava, e sabia que isso iria perturbá-la.
_ Porque o que eu comi perturbou Hanna?
_ O que é Vitela ?
Beatriz pensou e se lembrou, de repente, achou que aquelas horas de dores agonizantes tinham sido um castigo muito pequeno pelo que fez.
_ Obrigado pela carona, e pelo chá, até daqui a dois dias.
Despediu-se dele e foi embora, só havia um lugar para ir agora, ao Médico.
Entrou no taxi e ligou o celular, agora poderia falar, Hanna não estava atrás dela por hora, por isso, não tinha medo do telefone ser grampeado. Ligou para o consultório de Giovana disse que era uma amiga, disse o seu nome e logo ela lhe atendeu.
_ Preciso me encontrar com você.
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A Ordem Negra
Mystery / ThrillerBeatriz e Nádia estão distantes no tempo e no espaço, mas suas vidas vão mudar ao entrar em contato com algumas das mais obscuras Organizações secretas que controlam o destino do nosso mundo. A história começa quando uma descobre que é herdeira de u...
