- Miss? - Taehyung estava surpreso.
- Não vai me convidar para entrar? - Sorri de lado.
Taehyung me puxou para dentro fechando a porta em seguida. Ele começou a me encher de perguntas e eu não respondi nenhuma, esperei ele parar de ganhar um xilique e comecei a falar. Contei tudo para ele, falei dos meus sentimentos por Yoongi, contei da noite no parque e contei sobre o café com Hoseok. Taehyung apenas ouviu, como sempre. Ele sabia que eu gostava de ser ouvida e não questionada. Foi bom desabafar com ele, fiquei lá por um tempo até Taehyung me levar para casa.
Quando cheguei papai estava na sala assistindo tv.
- Querida? Onde estava? - Ele perguntou preocupado.
- Na casa do Tae. - Papai apenas concordou e me fitou, abriu a boca como se fosse dizer algo mas não disse nada.
- Onde está Yoongi? - Perguntei.
- Ele voltou para casa, achei que soubesse. - Ele me olhou confuso e eu não disse nada. - Aconteceu alguma coisa?
Apenas fiz que não com a cabeça e subi para o quarto. Isso estava errado, tudo estava errado. Não era pra ser assim, mesmo depois de tudo não conseguia odia-lo.
Na aula tudo aconteceu normalmente, Yoongi e eu não nos falamos e eu tentava evita-lo o máximo possível. Os outros garotos ainda falavam comigo e Taehyung estava mais ao meu lado do que de Yoongi. Liz não fez mais ameaças. Era ruim ir para a escola, me sentia vazia. Não era legal ter que olhar para a cara de Yoongi todas as manhãs. Taehyung ficava o tempo todo dizendo que logo tudo ia se ajeitar e as coisas voltariam ao normal. Tae era assim mesmo, sempre tentando ver o lado positivo das coisas.
E assim aquela semana passou, e a outra semana também.
Tudo estava voltando aos poucos para o lugar, menos Yoongi.
Taehyung e eu estavamos no refeitório fazendo nosso lanche, normal. Nós conversamos sobre coisas idiotas, normal. Tudo normal, mas por pouco tempo.
- Bom dia meus queridos colegas. - Era a voz da Liz que ecoava pelo refeitório, olhei para onde vinha a voz e vi Liz em cima de uma das mesas. Ela me olhou e continuou falando. - Vocês acreditam em amor verdadeiro? Bem, eu acredito. A prova disso está aqui, meu namoro com Yoongi. - Namoro? Senti um nó na garganta e Taehyung pegar minha mão. - Isso mesmo, já era de se esperar, não? Uma pena para "certas" pessoas. - Ela me fuzilava com os olhos. Senti vontade de correr dalí mas não o fiz, era como se eu precisasse ouvir tudo o que ela tinha a dizer. - Não é mesmo Anne Hyun? - Ela me olhou sorrindo e senti todos alí olharem para mim.
- Vamos sair daqui Miss. - Taehyung falou tentando me puxar dalí. Apenas segurei sua mão e continuei sentada, Taehyung entendeu e voltou a sentar ao meu lado.
- A pobre garotinha sem mãe, apaixonada pelo garoto popular. Tipico de contos de fadas, mas o problema Anne, é que aqui é vida real. E Yoongi nunca me trocaria por você. - Ela soltou uma risada e seus amiguinhos riram com ela. Senti vontade de chorar mas também não o fiz, não choraria alí na frente de todos. Ousei olhar para ela e vi Yoongi sentado na mesma mesa em que Liz se encontrava em pé, Yoongi não ousava me olhar, pude ver tristeza em seu olhar, mas não importava, não mais. - Tudo isso meus amigos, é para mostrar que nem sempre as coisas são como queremos, e que esse princípio não se aplica à mim.
Taehyung levantou irritado, andou até a mesa onde Liz estava e parou na frente de Yoongi.
- Qual é a sua cara? - Ele falava áspero com Yoongi. - Vai jogar tudo fora agora?
Yoongi não respondeu, continuou olhando para o chão.
- Bem típico de Min Yoongi. - Taehyung disse virando-se para mim, levantei e comecei a andar até a saída do refeitório com Taehyung atrás de mim. Taehyung pegou minha mão e nós andamos até a biblioteca, fomos até a última estante de livros, sempre íamos lá quando queríamos ficar sozinhos. Sentamos com as costas escoradas na estante, então me permiti chorar, Taehyung não falou nada. Apenas me abraçou e ficamos assim alí. Chorei todas as lágrimas que eu estava segurando a semanas.
Como eu conseguia ser tão idiota?
VOCÊ ESTÁ LENDO
Miracle
Hayran KurguIr morar do outro lado do mundo aos seus 10 anos de idade não fazia muita diferença. Não tinha nada a perder e nem nada a ganhar, nunca tive amigos no Brasil e ter que recomeçar não era lá essas coisas. Minha mãe sempre me dizia que chega uma hora n...
