Margot é uma menina doce e de sorriso encantador... Ela nasceu no Brasil, mas foi estudar na Rússia ainda pequena. Ela é simplesmente apaixonada, mas nunca teve sorte no amor... Ama rosas ( de preferência branca) e adora ler. Formada em moda, ela in...
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Enquanto elas foram tomar um café, resolvi fazer isso em casa, deitada na cama e lendo o meu livro favorito. De repente, Francisca entra no meu quarto e entrega o telefone.
_ É a sua madrasta, vai atender?_ me pergunta baixinho e eu balanço a cabeça, dizendo que sim.
Rafaella nunca liga pra mim e isso é mais estranho, que vegetariano num churrasco.
_ Margot? Desculpa te ligar essa hora, mas como está as coisas aí?_ me perguntou.
_ Bem, qual o motivo da ligação?_ pergunto em seguida.
_ Seu pai foi a um jantar com a Jade agora e ela mandou te avisar que quer você sábado de manhã em Paris, para os últimos ajustes._ respondeu.
_ Mas amanhã já é sexta feira... Chegarei em Paris à tarde, não terá como chegar de manhã._ falei.
_ Dá o seu jeito, beijos._ disse e desligou na minha cara.
Eu coloquei o telefone em cima da estante e troquei de roupa para jantar. O algodão doce olhava para a lua e miava sem parar, como se ele tivesse cantando para ela e me senti honrada. Desci as escadas e logo encontrei Valentina e Théo chegando, todos cobertos de lama e com suas capas de chuva.
_ Que bagunça é essa na minha casa?_ perguntei e eles riram.
_ Viemos andando pela rua e pulando nas poças d'água._ respondeu Théo feliz e subiu as escadas correndo.
_ Parecia que ele nunca tinha visto uma poça de lama, ficou todo feliz... E imundo também._ diz Valentina.
_ Vá pra casa, tome um banho e volte para jantar comigo, você e o Stefan._ falei e ela sorriu.
_ Como quiser._ falou Valentina e foi embora.
Eu ajudei o Théo no banho e Francisca foi por a mesa. Stefan e Valentina já estavam à espera na sala e fomos jantar todos juntos.
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Tivemos um verdadeiro jantar em família, demos muitas gargalhadas e enquanto a chuva caía fria lá fora, estávamos sorridentes e quentes por dentro. Depois do jantar, Valentina ajudou Francisca com os talheres e fui para a sala com o Stefan.
_ Pensou? E aí?_ perguntei para o Stefan e ele sorriu.
_ Muito obrigado, quase que eu perdi a mulher da minha vida por uma bobagem._ respondeu.
_ Relaxa, ela te ama._ falei e Valentina apareceu.
_ O Théo dormiu, coloquei ele na sua cama... Já está tarde, acho melhor irmos amor._ falou ela e abraçou o Stefan.
_ Muito obrigada por terem vindo, sempre são bem vindos._ disse e os acompanhei até a porta.
Desliguei todas as luzes da casa e fui para o meu quarto, tentar descansar um pouco... O relógio já marcava duas horas da manhã e eu fiquei no meu closet arrumando as malas, quando acabei, por descuido, dormindo.