Margot é uma menina doce e de sorriso encantador... Ela nasceu no Brasil, mas foi estudar na Rússia ainda pequena. Ela é simplesmente apaixonada, mas nunca teve sorte no amor... Ama rosas ( de preferência branca) e adora ler. Formada em moda, ela in...
Muitas pessoas ficariam honradas de almoçar com um príncipe encantado... Mas infelizmente, não sou muito fã da Disney. O táxi me deixou na portaria do hotel e Valentina veio correndo me ajudar, pois eu estava toda dolorida e roxa.
Chegamos no meu quarto e eu tomei um banho quente, coloquei um pijama e me deitei na cama, enquanto Valentina se deliciava, comendo um enorme hambúrguer.
_ Como você se machucou? Apanhou na rua?_ perguntou curiosa.
_ Não, eu caí da bicicleta... Fui parar dentro de um lago._ respondi e ela riu.
_ E quem te ajudou? Não me diga que foi Lorran, pois estes curativos estão muito bem feitos._ perguntou e eu pensei no que responder.
_ Foi Sebastian, fui para a suíte dele e ele fez os curativos._ respondi e ela quase se engasgou.
_ Mon Dieu, vocês ficaram? Me conta tudo, não pula nenhum detalhe._ começou a falar sem parar e se deitou do meu lado.
_ Lógico que não, Sebastian é um príncipe _ falei e ela ficou espantada._ Com tantas mulheres no mundo, você acha que ele perderia tempo comigo?_ perguntei.
_ Eu acho que ele perderia tempo com uma garota linda, interesse e inteligente, de preferência com o nome de Margot._ respondeu tentando me animar.
_ Ele realmente parece um príncipe, que saiu dos livros de contos de fadas._ falei e ela sorriu.
_ E você parece um pássaro, que está com medo de voar._ disse Valentina.
_ Talvez, um dia esse passarinho perca o medo e desfrute das coisas do mundo._ falei e ficamos agarradinhas, até cair no sono.
Quando acordei, tomei um café reforçado e coloquei uma roupa bem bonita, deixei Valentina dormindo na minha cama e fui dar uma volta pelas ruas do hotel.
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Eu estava hospedada no Hotel le Bristol, ao contrário de Sebastian, que quis ficar no Four Seasons Hotel George V, um dos hotéis mais caros de Paris.
Enquanto o sol se escondia atrás das nuvens, eu pude perceber que o meu dia estava uma merda. Sem graça, sem cor, mais uma página em branco, que simplesmente esqueço de colorir. Me sentei na beirada da calçada, com a esperança de aparecer algo para eu fazer, até que apareceu Dona Victória.
_ Querida, o que faz aqui sozinha?_ me perguntou preocupada.
_ Nada, só estava descansando um pouco._ respondi e ela sorriu.
_ Venha comigo, vou te preparar um chá na minha casa._ me convidou e eu aceitei.