Capítulo 17

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Pedro

-Quem é Kate? -Carol perguntou e eu gelei.

Ela não estava furiosa, nem com ciúmes, ela só parecia querer saber.

-Kate?

-Sim.

-Quem te falou sobre ela? -Perguntei querendo ter certeza sobre o que eu estava me metendo se respondesse sinceramente.

-Lembro desse nome ser mencionado entre uma de nossas conversas, mas não lembro quem é essa. -Ela deu de ombros.

Eu seria sincero com ela. Se eu mentisse uma vez, eu mentiria outra, e minhas mentiras iriam se tornar uma bola de neve e no final sempre iria dar tudo errado.

-Você promete não ficar com raiva? Promete me ouvir em silêncio até o final? -Perguntei e ela assentiu se sentando de frente para mim. -Sabe aquele tempo ruim que eu te disse estar confuso, que eu gostava de outra garota e etc? -Ela balançou a cabeça afirmando. -Essa garota é a Kate. Eu namorei com ela algumas semanas, até descobrir que eu era louco por você.

-Ela é a Kate? -Ela arqueou as sobrancelhas e eu assenti.

-Você está com raiva?

-Não, porque eu ficaria? Ela é o seu passado, e eu sou o seu presente. -Ela disse e por um momento eu pensei em tatuar aquela frase maravilhosa que saiu da boca dela.

Ela realmente era o meu presente, literalmente. O meu presente, o agora, e o presente que a vida tinha me dado.

-Que bom que você é você. -Eu disse e ela me olhou confusa mas depois sorriu.

Quando a noite chegou, Carol foi tomar banho e eu aproveitei para pedir comida.

Quando eu entrei no quarto Carol já tinha saído do banho, e estava apenas com um short curtíssimo e uma camisa grande, ela estava muito sexy.

-Você pediu a comida? -Ela perguntou passando a escova nos cabelos.

-Sim. -Fui até ela. -Somos malucos, né? -Levantei ela do chão e a coloquei em cima da cômoda fazendo com que a escova caísse de suas mãos.

Ela me olhou nos olhos e franziu o cenho.

-Por que?

-Éramos amigos há alguns meses atrás, passamos a ser amigos com benefícios, e agora... -Parei um pouco e ela continuava com os olhos grudados nos meus. -Agora somos namorados.

-Sim.-Ela sorriu largo e eu a beijei.

A beijei como se fosse a primeira, ou a última vez. Um dos melhores beijos que tínhamos dado.

Carol prendeu suas pernas ao redor da minha cintura e os braços ao redor do meu pescoço.
Peguei-a no colo e a deitei na cama sem tirar os lábios dela dos meus nem por um segundo.

Ela estava com falta de ar, então, me afastou um pouco. Peguei as mechas de cabelo que estavam no rosto dela e coloquei para trás.
Mordi o lóbulo de sua orelha lentamente, e desci minhas mãos pelo seu corpo.

Quando eu estava prestes a levantar a sua camisa, ela me empurrou. A olhei assustado.

-O que foi? Eu fiz alguma coisa errada, boneca? -Perguntei e ela se sentou na cama rapidamente.

-Não, Pedro. -Ela disse em um tom baixo.

-Então o que foi? -Perguntei mas ela não respondeu. Então, eu Imaginei o que era. -Você é virgem? É isso? -Perguntei e ela me olhou assentindo. -Você é das que quer esperar pelo casamento?

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