Capítulo 37

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Pov. Camila

_ Que falta de educação a minha. Estendeu a mão na minha direção. _ Sou Marcus. E eu apertei não quero apanhar de novo. Ele ficou me encarando esperando alguma reação, mas eu não sabia o que ele pretendia. Notando minha confusão Marcus levanta da cadeira passando a mão no seu cabelo negro e ri. _ Não acredito !!! Você nem sabe quem eu sou. Sorte sua que eu sou muito paciente e vou te explicar resumidamente o porque de você estar nessa situação. Que cara chato, não quero escutar história nenhuma quero minha mãe, analgésicos e Lolo. Iniciei o movimento para me deitar.

_ O que você está fazendo?

_ Deitando para ouvir sua história, eu estou com dor. Em uma velocidade anormal ele estava na minha frente segurando e apertando meu rosto com sua mão esquerda e os olhos faiscando de raiva. Quase me borrei.

_ Você vai ficar sentadinha aí se quiser continuar com a cabeça presa no pescoço. Disse de forma pausada controlando a respiração. Eu engoli seco e confirmei com a cabeça. Sorriu ajeitando os cabelos e voltou a sentar. Doido bipolar. _ Quando eu era bambino vivia feliz. Disse com um ar nostálgico feliz. _Mio padre sempre falava que eu seria um alfa grandioso e traria prosperidade para nossa matilha. Os anos se passaram e com eles nasceu outro alfa. Não me importei era natural nascer mais de um alfa na mesma matilha, eu era forte, rápido e tomava decisões inteligentes. Olhou para mim e eu concordei. _ Passou alguns séculos, em certa Lua Cheia quando a conselheira da matilha juntamente com o alfa, fizeram o ritual se comunicando com a Deusa para saber quem seria o novo líder veio a surpresa. Ela não me escolheu. Apontou para seu peito com raiva e fez uma expressão de dor. _ Como assim não me escolher ? Segundo ela eu não tinha o necessário para ser um bom líder e deveria aceitar meu destino. Fez uma pausa dramática. _ Bom, você deve imaginar que não aceitei. Concordei com a cabeça. _ " Oh Marcus onde eu entro nisso tudo". Fez uma voz fina tentando me imitar revirei os olhos. _ Você minha cara humana, companheira da pequena Lauren vai me fazer ter uma matilha de volta. Sorriu, será que ele é retardado. _ Pelo que vi ela ainda não se ligou a você, mas isso não quer dizer que não te sente. Franzi o cenho em dor e dúvida.

_ O que você vai fazer? Soltou um sorriso maligno me fazendo encolher.

_ Nada. Vou deixar meu pessoal brincar com você enquanto eu espero seu resgate, que deve demorar um pouquinho. Quando acabar vou jogar seu corpo na floresta, para os outros humanos acharem que você sofreu ataque animal. Levantou caminhou até a porta dando passagem para um lobo. _ Que não vai ser totalmente mentira. O lobo caminhou lentamente ao meu encontro. Porra, merda! Olhei em volta e não tinha nada para  ajudar a me defender, pior eu estava encurralada. Antes de sair Marcus disse:

_ Ben, ela tem que viver alguns dias então deixe os órgãos dentro dela por enquanto. E fechou a porta. Só lembro do Ben pulando na minha direção desferindo patadas pelo meu corpo antes de bater a cabeça no chão e apagar.

Dois dias antes

Sentia alguém mexendo no meu ombro mas, eu estava muito dolorida não conseguia me mover direito escutei meu nome. O frio também estava me maltratando.

_ Laau-ren. Balbuciei.

_ Não, sou o Ben. Meu corpo tencionou. Ele veio terminar de me matar, sou tão jovem. Não pude me despedir da Mani, do Zac eles morreram tentando me proteger e foi em vão. Nunca mais meus pais me envergonharam propositalmente, nem as meninas. Como eles devem estar, será que estão me procurando ? E Lauren ? Nunca falei que a amava sempre achei cedo e agora não iria mais vê-la.

_ Levanta.  Sua voz me tirou das lamentações, ele me colocou sentada escorada na parede. Um gemido de dor escapou. _ Trouxe comida mas você tem que ser rápida, aproveitar que Marcus saiu. Abri meus olhos e vi um copo de água e uma vasilha que parecia conter uma sopa. Meu estômago roncou alto mas não conseguia me mover, porque ele me bateu e agora está me ajudando?

_ Por que está me ajudando? Juntei todas minhas forças para falar. Ele pegou o copo d'água e levou a minha boca me ajudando a beber.

_ Porque eu quero, fica quieta. Pegou a tigela, uma colher e começou a me dar na boca como um bebê. Aceitei a primeira e a segunda colherada estava gostoso mas eu não entendia o porque daquilo. _ Desculpa por te bater mas era necessário. Tenta enfiar a colher na minha boca mas recuso.

_ Me responde. Ele bufa.

_ Eu tenho meus motivos. Reza para sua alfa se recuperar logo e vim te buscar. Vou te ajudar enquanto isso mas, também vou continuar te batendo para Marcus não desconfiar.

_ Que sorte a minha. Cochicho. _ O que quer dizer com minha alfa se recuperar? Lauren estava bem.

_ É. Riu fraco. _ Ela já deve ter te contado sobre seus betas? Assenti enquanto recebia outra colherada. _ Lauren sente eles e vice-versa. Eu não estava lá, mas pelo que ouvi dos outros comentando sobre a emboscada, os dois devem estar mortos e isso provavelmente a enfraqueceu muito. Eu choraria se tivesse forças. Não queria acreditar que eles morreram não pode ser verdade. _ Qual o seu nome ? Me perguntou.

_ Camila. Respondi meio automático, e depois fiquei pensando será que posso confiar nele?

_ Camila, não posso te ajudar mais que isso. Apontou para a comida e água. _ Cuidar dos seus ferimentos ou arrumar uma roupa quente não dá. Você vai ter que continuar desse jeito e aguentar firme a surra de hoje. Quando Lauren chegar eu te levo até ela. Estou tentando não te machucar muito.

_ Não está dando muito certo. Falei e ele sorriu.

_ Eu sei. Continuou me alimentando e foi embora quando terminei.

Estava sentindo tanta dor e frio, a lareira estava quase apagando. Ser alimentada me fez recuperar um pouquinho da minha força e eu consegui voltar para a cama, eu estava tão dolorida que até meus cabelos doíam.

Devia ter se passado horas porque Marcus adentrou o cômodo sorridente e continuou a contar sua história. Cara chato. Falou como ele conseguiu completar a jornada do alfa sozinho e desafiou os outros alfas ao longo dos séculos para tomar seu lugar como líder da matilha, mas foi infeliz na sua missão. Babaca italiano. Disse também que dessa vez era certo que conseguiria e que se eu sobrevivesse me deixaria ver a cerimônia.

Finalmente ele foi embora e Ben adentrou o recinto iniciando mais uma sessão de surra. Quando ele terminou eu conseguia ver através das minhas roupas rasgadas banhadas de sangue as marcas de mordidas e arranhados. 

Ele poupou os locais mais sensíveis. Mas isso não impediu que eu desmaiasse de dor.  Meus últimos pensamentos foram porque aquele cara estava me "ajudando" e os olhos esmeralda da minha Lolo, espero que ela esteja bem.

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Coitada da Camilinha, tem que aguentar firme.

Não sei se vocês entenderam mas, esses capítulos contam o que ela passou nos dias que a Lauren estava desmaiada.

Para quem interessar minha fic Normila

The Lumberman: https://spiritfanfics.com/historia/the-lumberman--normila-gp-9253887

Cry Wolf ( Camren G!P )Onde histórias criam vida. Descubra agora