Heitor Muniz
- MALDITA! - Bati na mesa com tanta força que fora uma sorte ela não ter se partido ao meio. Me exaltei no exato momento em que Guerra, me mostrou uma foto de Lia acompanhada de um homem de boné que carregava minha filha em seus braços. – Onde ela está, Guerra? Diga de uma vez.
Tanto tempo sem notícia, e agora, uma imagem da bandida. Achei que fosse ter um ataque cardíaco quando finalmente coloquei meus olhos naquela imagem. Eu queria pegá-la naquele mesmo instante! Senti que meu sangue começava a ferver em minhas veias. Se eu pudesse tê-la em minhas mãos naquele exato momento, acho que a mataria.
- Calma, Heitor. Já temos todas as informações necessárias para irmos atrás dela. – Ele me olhou com cuidado avaliando minha reação. – Ela está na Itália. Já descobrimos seu endereço.
- E esse homem, quem é? Quero todas as informações desse sujeito.
- Sinto lhe dizer, mas... é Eduardo Crusciani, o jogador de futebol. Ao que parece, se reencontraram. Não sabemos ainda se estão juntos, pois é a primeira aparição deles. Já sabemos que não moram juntos e ele não assumiu nenhum relacionamento publicamente desde que terminou com a modelo Anne Harris.
Levantei abruptamente de minha cadeira e joguei o copo com água que estava a minha frente com toda a força contra a parede a minha frente, fazendo os cacos se espalharem. Minha vontade era quebrar absolutamente tudo a minha volta.
- Eu não posso acreditar que ela foi atrás daquele moleque! Não bastou manda-lo para o outro lado do mundo?
- Como assim, Heitor? - Ele questionou sem entender o que eu estava dizendo.
- Fui eu que paguei para o sujeitinho ir embora tentar a carreira no futebol inglês. O garoto queria ir tentar a vida fora do país e eu queria o caminho livre, porra! Lia era apaixonada pelo moleque. Mas eu já tinha resolvido que ela seria minha e pronto. O pai dela me ajudou. Mandei o moleque para Inglaterra e o pai dela se incumbiu de forjar um email dele terminando tudo. Ele também recebeu uma mensagem dela terminando com ele. Simples assim.
- E ela sabe disso? - Guerra perguntou curioso.
- É claro que não. Mas o pai dela não queria o relacionamento dos dois e dei grandes vantagens financeiras para ele. E não faça essa cara de espanto, Guerra! Era um namorico de criança e o pai dela queria o melhor para filha. Qualquer pai teria feito o mesmo. – Afirmei porque era mesmo assim que pensava. Eu havia feito um bem para todos: Ajudei o moleque, que acabou se dando bem no futebol, dei vantagens financeiras para meu sogro e uma vida de rainha a Lia. Foi bom para todos!
- Não é o que parece! - Ele falou e se constrangeu no mesmo instante quando o olhei furioso.
- O que está querendo dizer com isso? - Perguntei com raiva.
- Me desculpe, Heitor, não é da minha conta, mas é que se tivesse sido bom para todos, não haveria razões para ela sumir no mundo como fez.
Fui para cima dele com ganas de socar a sua cara. Quem era ele, para dizer uma coisa dessas? Ele não sabia de nada! Eu dava tudo a ela: Vida confortável, luxo, sexo de qualidade e até mesmo uma filha. O que mais ela poderia querer?
- Você não sabe de nada, Guerra. Ela foi embora pois não deixou de ser a menina mimada e geniosa de sempre. Nós andávamos brigando na época, pois ela queria fazer faculdade e eu não achava necessário. Ela insistia e eu não permiti. Foi isso! Sou um homem muito ocupado e não gosto de ser contrariado, principalmente pela esposa! Será que é difícil entender isso? Lia sempre foi desobediente ao extremo, gostava de me contrariar! E eu tinha meus meios de fazê-la me obedecer. Mas vivíamos bem! Sempre dobrei aquela fêmea, nada como uma boa foda para fazê-la sossegar, entendeu?
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Não era para ser assim
RomanceHistória registrada na Biblioteca Nacional. Plágio é crime! Denuncie. Eduardo Crusciani é um jovem lutador que sonha em se tornar um craque no futebol e poder se casar com sua bela namorada da juventude, Lia Marques. Eles se conhecem desde adolescên...