Último capitulo! Família e amigos

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-Já avisou nossa família? -pergunto deitada na cama do hospital.

-As meninas estão encarregadas disso, lembra? - fala me passando calma, já que repassamos esse momento varias vezes de brincadeira.

A horas passam e a dor só aumenta, assim como o medo.
Eu sabia dessa dor que vai rasgando da barriga até as costas como se fosse um cinturão, o que eu não sabia, é a angústia que dá, pelo medo de que algo ruim aconteça.

-Vai dar tudo certo! Nosso filho vai nascer bem. -ele fala com um sorriso arteiro no canto da boca, enquanto alisa minha testa.

Estava com seis centímetros de dilatação na ultima visita da minha médica e a dor é grande, imagina com dez. Estou fodida!

-Não é menino! É a nossa Sofia! -falo confiante e ele sorrir.

Decidimos não saber o sexo pra vivênciar cada momento da gravidez, mesmo fazendo todos os exames direitinho, mas no meu coração eu sei que é uma menina. Mais uma contração toma conta do meu corpo e com ela algumas lagrimas pela dor.

-Você é forte! Vai conseguir! -ele fala e estou na cama recebendo uma intravenosa para acelerar o parto.

-Estou ficando com medo! -falo segurando o choro e ele segura minha mão.

-Não vai acontecer nada com vocês. Eu vou está la, não se preocupe! -ele fala beijando minha testa.

A porta do quarto é aberta e um povo bem agitado entra falando sem parar. Meus pais, minha cunhada e sogro, entram juntos com minhas amigas e quando vêem que estou chorando, param com a falação.

-Como você está, filha? -minha mãe pergunta, mas não consigo responder devido a mais uma contração.

-Respira fundo! -Victorio fala e assim eu faço.

Meu lindo passa a mão nos cabelos em sinal de nervosismo e o chamo após a contração. Ele fica com o nariz próximo ao meu, pronto para me ouvir falar.

-Fica calmo! Eu preciso de você calmo. -falo chorando baixinho e ele concorda com a cabeça, vendo que percebi seu nervosismo.

-Tudo bem! -fala e me dá um beijinho casto.

Algum tempo depois as contrações estão piores e a dor está num estágio que o choro é inevitável. A médica entra para fazer o exame clínico e fala que estou pronta para começar o parto, fazendo algumas enfermeiras entrarem, mandando minhas visitas se retirarem.

Todos saem do quarto, menos o Victorio, e as enfermeiras aferem minha pressão, avaliam o coraçãozinho da minha bebê, dentre outras coisas.

Não consigo prestar muita atenção no que elas fazem ou o que está ao meu redor, a dor é quase insuportável e minha vontade é de empurrar.

-Eu quero empurrar doutora. -aviso chorando.

-Agora não, espera só um pouquinho. - fala enquanto me colocam na posição adequada.

Nessa maternidade em que estou, os partos normais são feitos nos quartos e somente as cesáreas são feitas na sala de cirurgia.

Victorio está ao meu lado prestando atenção em tudo o que está acontecendo enquanto acaricia meus cabelos.

-Sempre que eu contar até três você empurra o mais forte que conseguir, Hanna. Tudo bem? -a doutora aviso e eu concordo com a cabeça sentindo uma contração atrás da outra.

Que nada me impeça de te amarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora