—Me desculpem, isso foi por minha causa, mas eu não queria que isso acontecesse. —falo chorando com o seu João e a Lívia.
—Foi por sua causa, mas não por sua culpa. Não fica assim, nós sabemos que você o ama, não tem culpa de nada. —seu João fala limpando minhas lágrimas que insistem em cai .
—É verdade, Hanna! Não se sinta culpada, aquele doido é quem tem que pagar por tudo. —Lívia fala se referindo ao Marcelo sem saber o que aconteceu.
—Ele está morto! —falo limpando meu rosto com a mão e todos ficam surpresos, como se respirassem aliviados por sua morte.
—Ele ia atirar na minha cabeça, mas o Victorio me salvou, se jogando em cima dele mesmo baleado. —informo chorando ao mesmo tempo me sentindo tonta e sento na cadeira.
Abraço minha mãe chorando e não consigo esquecer o que aconteceu. Minha mente não sai do Victorio baleado, sangrando na cama.
—Vou pegar um café pra você e já volto. —minha mãe fala e sai com o meu pai para a cantina, ao lado de onde estamos.
—Não fica assim, isso pode fazer mal pra vocês. —Gisele fala em meu ouvido, se referindo ao meu bebê.
—Já contou pra alguém? —Thaís pergunta segurando minha mão e eu nego com a cabeça chorando.
—Você precisa ser forte pelos dois. —Su fala e eu apenas choro baixinho.
—Vai dar tudo certo, filha. —minha mãe fala se aproximando com um café na mão.
Aceito o café e ela se senta ao meu lado, me abraçando para um colo de mãe. Olho para todos aqui e estão tão desolados, que pouco falam, perdidos em seus pensamentos.
—Pessoal? —Matheus, o médico e amigo nos chamam, e nos levantamos para ouvi-lo. —A cirurgia foi um sucesso! Ele teve muita sorte, conseguimos tirar a bala alojada em seu ombro, ele perdeu uma quantidade considerável de sangue, mas agora está fora de perigo. —Matheus fala e respiramos aliviados, nos abraçando em comemoração.
Ficamos todos aguardando a liberação para a visita que ocorreu meia hora depois e seu João foi o primeiro a entrar. Minutos depois ele sai com a expressão de quem chorou.
—Pode ir, Hanna. —Lívia fala ao meu lado.
—Pode ir primeiro. —falo aflita e ela entra com o marido, saindo chorando minutos depois.
—Vai la, filha. —meu pai fala, mas estou com medo de ir.
—Estou com medo, pai. —falo colocando as mãos na cabeça em desespero.
Por mais que eu me ache forte, e eu sou, não quero vê-lo debilitado em uma cama.
—Não precisa ter medo, Hanna. Isso vai te fazer bem e a ele também. —seu João fala docemente me incentivando.
—Seja forte! —meu pai fala dando um beijo em minha testa.
—Respiro fundo e caminho em direção a UTI onde ele está. Encontro um senhora numa espécie de recepção e após informa-la quem eu procuro, ela me indica o local certo para onde devo ir. Ando entre algumas pessoas acamadas, com seus aparelhos fazendo barulhos de bip e quando olho mais ao canto, vejo meu amor deitado com os olhos fechados, ligado a um monte de fios de aparelhos.
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Que nada me impeça de te amar
RomansaJa pensou que ao conhecer um homem numa situação completamente banal, estaria conhecendo o futuro amor da sua vida? Foi justamente isso o que aconteceu! O lindo e sexy Victório Thompson, entra na vida de Hanna Carter, trazendo com ele o...
