Nos conhecermos melhor

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       —Estou entrando! —minha mãe avisa ao abrir a porta do meu quarto.

       —Senta aqui comigo. —falo enquanto faço minha maquiagem para noite, nada muito chamativo, apenas bem feita.

       —Nervosa? — questiona, atenciosa como sempre, pois me conhece e sabe que é o primeiro homem que me interesso, após o término do meu namoro com o Marcelo.

         —Pra falar a verdade, estou sim e fazia tempo que não sentia isso. Nem mesmo com o Marcelo isso acontecia. — confesso sem pisar em ovos.

           Na noite passada dormi muito bem, mas antes disso acontecer o moreno lindo não saía da minha cabeça. Seu jeito, sua boca, suas mãos, completamente tudo foi motivo de analise em minha lembranças. Tudo, inclusive ou principalmente o beijo, mas no fim acabei dando de cara com um problema.

         —Pensei bastante e não sei se estou preparada para algo novo ou se quero algo novo, mas estou saindo pra me divertir.

         —Isso mesmo! Não fica presa ao que está acontecendo, apenas aproveite. — diz e concordo a olhando pelo espelho.

         —Esse vestido é lindo demais! — se refere a minha ultima compra antes de ser demitida.

          —Esse vestido valeu a pena cada centavo. Estou pronta! O que acha? –falo me levantando e dando uma voltinha para que ela possa avaliar por todos os lados.

          Estou usando vestido preto, quase na altura dos joelhos e com mangas compridas, mas com um lindo decote profundo drapeado que eu amo.

        —Linda e sexy! Do jeito que você gosta. —afirma toda sorridente.

         —Neni, seu homem gentil, lindo e gostoso está aqui na sala te esperando. –meu pai grita da sala e meu queixo quase cai no chão.

         —Meu.Deus! Eu ouvi isso mesmo? — indago pra minha mãe e ela ri da situação.

         —Vou conversar com ele depois sobre essa indiscrição, agora vai lá antes que seu pai mostre todos os álbuns de quando você era criança. — alerta e eu me apresso para descer.

        —Vou esganar o papai. –falo pegando minha bolsa preta de corrente dourada.

          Desço as escadas e dou de cara com o Victório parado, em pé com as mãos no bolso, enquanto meu pai pega o álbum de fotografias no aparador da sala.

        —Não pai, ele não vai querer ver minhas fotos hoje, pode guardá-las. –falo e o Victório me olha de cima a baixo e eu sorrio vendo que o agradei.

       —Vamos? –pergunto para o Victório.

         —Nããão, espera aí que eu preciso perguntar umas coisas, senta aqui, por favor, Victório. —Meu pai pede sentando num sofá com a pose bem séria e o Victório senta em frente ao meu pai, no sofá cinza e eu fico olhando para essa cena sem entender.

         Na minha cabeça, a pergunta que fica martelando é: o que será que o doido do meu pai vai falar?

       —O que você pretende com minha filha? Você a gosta dela? —meu pai metralha as perguntas para o Victório e minha vontade de rir está no nível máximo.

         —É assim que os outros pais fazem? —meu pai pergunta "baixinho" pra minha mãe e sem conseguir segurar nem mais um segundo, minha mãe e eu rimos, mas Victório  continua perdido. 

        —Não precisa ser igual aos outros, pai. Está fazendo um bom trabalho confiando em mim. Eu te amo! —falo ainda rindo e ele joga seu corpo pra trás no sofá, de maneira relaxada e respirando fundo.

Que nada me impeça de te amarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora