Pedido de casamento.

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            —Se encostar um dedo na minha mulher, eu arranco todos os dentes da sua boca. —Victório diz ao se posicionar em minha frente, segurando a grande mão do babaca, livrando-me de ficar com o olho roxo.

            —Me solta, desgraçado! —Felipe exige ao Victório, que o solta, sem sair do lugar.

            Felipe fica parado me olhando e sua raiva por mim é palpável, mas não deixo a peteca cair e também o encaro. Está pensando que eu tenho medo de apanhar? Vai achando!

            —Passe no RH e acerte suas contas. —falo e cuspindo marimbondos, ele vai embora.

             —Pessoal peço desculpas pelo ocorrido. Parem para o almoço e depois voltem ao trabalho. —digo sorrindo, mesmo sabendo que ainda falta meia hora para o horário deles e todos concordam com a cabeça ou sinal de joinha.

            —Obrigada! — sem beijinho, ja que estamos num local de trabalho, agradeço por me defender, o vendo ainda agitado.

            —Ele ia te bater sabia?! —Victório pergunta irado, enquanto caminhamos para o trailer.

            —Sabia e provavelmente ia ficar bem roxo. —falo sorrindo de lado, ao entrar no pequeno local e pego minhas sandálias para calçar.

             —Não tem medo de lidar com homens desse tipo? -— indaga me vendo habilmente calçando as sandálias alta.

             —Tudo na vida tem consequência, mas não consegui ficar calada com a atitude dele. -falo começando a contar desde o começo e no final ele acaba concordando comigo.

             —Vim te convidar para almoçarmos juntos. E pelo jeito, vim na hora certa. —diz ainda preocupado e eu sorrio.

             —Se você não chegasse na hora, eu ia está estirada no chão agora, parecendo uma gatinha atropelada. -falo rindo e pegando na mão dele para acalma-lo.

            —E eu ia matá-lo. — completa furioso, já que não engoliu a história do Felipe querer me bater.

           —Deixa pra la! Eu quase o matei de raiva. As vezes eu tenho esse dom. —falo e ele sorrir.

            —Não posso demorar, estamos cheios de trabalho e agora falta um encarregado. — informo e ele concorda.

            Fomos num restaurante bem simples, ao lado da obra, mas com uma comida caseira maravilhosa. Almoçamos com muita conversa e depois ele me trouxe de volta ao trabalho e voltando ao hospital.

           Já na obra, correu com alguns estresses, mas nada que tirasse meu bom humor. Liguei para o meu pai e contei para ele tudo o que aconteceu, afinal, ele é meu chefe e tem que repor a perda de um encarregado. Ele ficou indignado com o Felipe e concordou com a minha decisão.

         Estou agora entrando no shopping de mãos dadas com o Victorio. Entramos numa loja interessante, que já na porta tem um grande urso de mentira e o interior da loja é todo inspirado na floresta.

          —As pessoas que foram criados em apartamentos e tem medo de acampar, podem montar a barraca aqui mesmo. -Victorio fala sério, tirando onda dos medrosos e eu rio alto, chamando a atenção de toda a loja.

           —Desculpem! —falo tampando a boca com as mãos e segurando mais uma gargalhada.

          —Bagunceira! —ele fala rindo baixinho, passando o braço pela minha cintura e fomos juntos, olhar as coisas.

Que nada me impeça de te amarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora