Capítulo 31

99 9 7
                                        

Seria bem menos complicado, se não existisem os tão, temidos erros.

Mais e então? Como seria ?

Tudo seria, muito perfeito. E nada é perfeito.

A partir dos erros, levamos uma lição conosco.

Mais nunca aprendemos. Agimos por impulso. Cometemos imprudências, mais tudo isso faz parte; a vida é uma longa caminhada, cheia de obstáculos, e acabamos esbarrando em alguns, e  caindo; porém, levantar e seguir em frente, é apenas para os fortes.

Eu me considerava forte; hoje, não mais; muito pelo contrário, estou mais frágil, que louça de porcelana antiga.

A certo 1 dia atrás, recebi a notícia que minha mãe está com câncer, desde então não tenho forças pra levantar da cama. Apenas não saio da cama.

Seria algum tipo de castigo? O que eu fiz de tão errado ?

Não sei se irei, suportar mais uma perda.

Não como e nem bebo, por um dia. Me sinto fraca e incapaz de me mover. Não me sinto bem. Minha mãe, encontra-se enternada, em estado grave. Rose, sempre vem até a porta do quarto, perguntando se estou bem. Eu nunca respondo. Porém, preciso me alimentar, ou então irei parar em um hospital.

Levanto zonza, tomo um banho frio, meio complicado. Desço as escadas, segurando no corrimão, me servindo de apoio. Chego na cozinha, Rose, logo que me vê, ajuda-me.

- Eu estava prestes a ligar para os bombeiros - Ela franzi o cenho, dando-lhe uma face de preocupação.

- Eu estou bem - Digo assim que sento na cadeira.

- Você precisa se alimentar - Ela diz pondo um suco, de maçã em minha frente, acompanhado de um sanduíche. Começo a comer.

- E minha mãe? - Pergunto após terminar.

- Continua na UTI - Ela diz cabisbaixa.

- Preciso vê-la - Digo levantando, mais acabo me desiquilibrando, fico zonza, acabo sentando novamente.

- Acalme-se, antes irá se cuidar - Ela diz me entregando um remédio. O tomo.

- Obrigada Rose - Digo forçando um sorisso.

- Quando vai pra escola ? Está faltando desde segunda - Ela me diz, me fazendo lembrar.

- E hoje ? Que dia é mesmo ? - Esfrego os olhos.

- Quarta-feira, querida - Ela diz lavando a louça.

- Irei amanhã - Digo tentando levantar.

- Bom mesmo - Ela diz.

- Irei trocar de roupa- Digo me referindo a uma blusa larga, e um shorts soltinho. (Sim estou ridícula).

- Já vai pro hospital ? - Paro no segundo degrau, olhando pra Rose.

- Daqui meia horinha - Olho pro meu pulso, vendo ser 11:13.

- Está bem - Subo as escadas devagar.

Me deparo com um closed cheio de roupas nada ver no meu ponto de vista. Visto um vestido larguinho preto. Amarro meu cabelo em um coque, calço um tênis qualquer. Deito em minha cama, ao ver que ainda são 11:20 (sim, depois de minha "mudança", passei a me arrumar rápido.

Alguém bate na porta. Deve ser Rose.

- Entra - Digo. A porta se abre, e naquele instante, levanto da cama muito rápido, vendo ser Dylan, me desequilibro, e no momento que eu iria cair, por conta da tontura, Dylan me segura.

Amando por AcasoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora