Segunda primeira vez

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Boa noite, pessoas.

Demorei um pouco pra postar porque uma parte desse capítulo foi um pouco complicada de escrever e acabei ficando uma noite na posição fetal chorando... tudo bem, não foi na posição fetal, mas foi chorando.

Algumas pessoas me falaram que acham que a Lauren faz um pouco de drama e tal, mas vale lembrar que ela foi vítima de abuso, algumas atitudes dela são reflexo do medo.

Caraca, eu demorei anos para conseguir falar de sexo, para conseguir permitir que um homem chegasse perto de mim de forma mais intima, não é drama. Mesmo que a gente saiba que é a pessoa que amamos que está ali, o medo e a necessidade de proteção falam mais alto em alguns momentos. 

Não julgue, você não sabe o que a outra pessoa já passou ou está passando, nem como é lidar com esse trauma.

Boa leitura!

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Point of view – Camila Cabello

A presença da Clara esses dias foi um grande exercício de paciência tanto pra Lauren e Taylor, quanto pra mim. Acredito que ela faça algumas coisas com o intuito de provocar as filhas.

Desde acordar tarde até sair a noite, tudo é motivo para reclamar de falta de modos ou de não as ter criado assim.

Fiquei ao lado da minha namorada todo o tempo, graças ao seu retorno com o tratamento, ela tem conseguido controlar suas crises e evitar que elas sejam mais fortes como antes.

Fiquei ausente alguns dias fugindo com alguma desculpa para ir a sede verificar se tudo estava caminhando bem e preparar os setores para minha folga com previsão de volta no próximo ano e se tudo desse certo voltaria com Lauren no quadro de funcionários.

No último dia da minha sogra em NY, fugi para comprar o presente da minha namorada. Tentei convidar Dinah, mas a filha da mãe disse já ter um compromisso inadiável.

Graças aos deuses Lauren não é exigente, mas isso não tornou a missão mais fácil. Rodei metade do dia até conseguir encontrar seu presente, depois fui a Cabello's finalizar meu ano corporativo.

Quando voltei para a casa da minha morena ouvi vozes alteradas vindas do lado de dentro, pude perceber pelo teor da conversa que falavam sobre meu relacionamento até ouvir que Lauren iria me pedir que dormisse em minha casa.

Sabendo que o clima era tenso entrei e já encontrei Taylor com uma mochila pronta para sair com a cara fechada e vi também que havia chorado. Minha namorada veio me receber e ciente do que iria me pedir a puxei para seu quarto a fim de acalmá-la.

Troquei de roupa e deitei deixando implícito que não sairia do lado dela nem que me pedisse. Cedo no sábado levantamos e fomos levar Clara ao aeroporto e ao retornarmos para casa encontramos as meninas, aproveitei e as convidei para passarmos o Natal em Vermont.

Enquanto discutíamos os planos da viagem Lauren apareceu gritando que Taylor havia sido convocada para jogar as Olimpíadas pela seleção americana de futebol. Comemoramos mesmo sem a presença da minha cunhada, mas compartilhando do mesmo sonho da minha namorada.

Durante a viagem para Vermont notei que em alguns momentos Lauren se perdia em pensamentos sendo preciso eu chamar sua atenção em diversas ocasiões para participar da conversa.

Queria questionar o que estava acontecendo, mas no caminho inteiro tendo Dinah e Normani tagarelando não foi possível, quando estacionamos na entrada do chalé subi para distribuir os quartos e ver se tudo estava arrumado para nossa chegada. Acabamos indo dormir cedo por causa da viagem longa, deixei o assunto para o dia seguinte, adormeci sendo aquecida pelo corpo de Lauren e sua ausência fez falta.

The hurting the lovingHistórias para pegar e não largar. Descubra agora