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Passo a mão pelas roupas, sentindo os tecidos

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Passo a mão pelas roupas, sentindo os tecidos. Haviam roupas de todos os tipos, mas o que me impressiona, é que não estavam empoeiradas, como as demais.

Estavam limpas e bem cuidadas, mas não tem nenhum indício de que alguém veio aqui.

Olho peça por peça de roupa. Tenho que confessar que Célia possuía um bom gosto para suas vestimentas. Mesmo sendo, em sua maioria, roupas simples, eram elegantes e belas.

Sinto algo vibrar em minha mochila, busco por meu aparelho celular e o retiro. O nome Liz aparece em minha tela, atendo de imediato.

O baile beneficente teve sua data alterada hoje cedo, acredito que você não tenha visto, mas acontecerá hoje a noite. — Sua voz está acelerada, mostrando que ela estava nervosa com a situação.

Não tem problema, irei diretamente daqui para o baile. Liz, pode ficar tranquila, te encontro lá.— A mais nova suspira.

Eu sei que você sabe se cuidar, mas não quero que corra perigo.— Revela.

Eu sempre estou correndo perigo.— Digo com humor.— Não precisa se preocupar, eu ficarei bem.

Elizabeth finaliza a ligação com um "Fique bem, Cecí", e eu guardo o celular novamente na mochila.

Observo o guarda roupas e vejo um vestido que foge um pouco da simplicidade das roupas presentes mas, que ainda assim, consegue demonstrar uma simplicidade com beleza.

Resolvo tirá-lo do guarda roupas, entretanto, ao tentar retirar o mesmo, meu dedo bate no fundo do guarda roupas, resultando em um som estranho. Minha atenção é retirada do vestido e muda-se para o barulho estranho.

Passo minha mão no fundo do guarda roupas, que é revestido de madeira, porém, é uma madeira oca. Dou um soco na parte mais frágil do revestimento, observo uma rachadura se formar por ele. Com ajuda do canivete, aumento a rachadura, conseguindo visualizar um compartimento escondido.

Confesso que não foi bem feito. Se o intuito era esconder algo, aqui não seria o melhor, a menos que apenas uma pessoa tivesse acesso a ele. O que não seria difícil, sendo que neste guarda roupas só possui roupas de Célia, me fazendo questionar onde ficava as roupas do meu pai.

Dentro do compartimento, encontro uma pequena caixa de madeira, a poeira nela mostra que está aqui a muito tempo. Assopro a superfície e abro a caixa em seguida. Observo as cartas presentes dentro com algumas fotos. Fotos essas que estão gastas e uma delas não consigo ver absolutamente nada, além de borrões coloridos, no fundo da foto possui uma dedicatória:

"Obrigada por ter me feito sorrir em meio as lágrimas..."

Uma das três cartas presentes na pequena caixa, possuía meu nome e, logo abaixo, o número 1, as demais cartas parecem ser sequências, pois uma tem o número 2 e a outra o 3. Guardo a caixa em minha mochila, para que eu pudesse voltar a olhar a casa.

CECÍLIA WALKEROnde histórias criam vida. Descubra agora