Enquanto Dipper colocava os filhos para dormir, do lado de fora uma guerra se desenrolava.
Bill e todo o seu clã haviam invadido o esconderijo de Romero. Sangue e gritos ecoavam por todos os lados. Bruxos, vampiros, lobisomens e todas as outras criaturas da noite que desejavam continuar escondidas atacavam com tudo o que tinham.
Infelizmente para Romero, ele não fazia ideia da verdadeira proporção daquele grupo. Não tiveram chance. Não houve oportunidade de fuga.
Bill estava tão obcecado em encontrar Dipper que simplesmente matou todos os que cruzaram seu caminho.
Ele sentia quatro presenças de seu clã naquele lugar. Só podiam ser de Dipper, de seu filho… e as outras duas ele queria acreditar que fossem de Phil, um membro de seu clã que havia se perdido no caos.
Mas, no fundo, Bill sabia que não eram.
Phil estava do outro lado, dizimando milhares de terroristas.
Um por um, Bill abriu caminho entre os inimigos. Não demorou até que estivesse diante de uma porta. O quarto à sua frente estava selado por magia — uma magia extremamente poderosa.
Ainda assim, não foi forte o suficiente.
Na segunda tentativa, Bill a destruiu.
A cena que encontrou ao entrar não era nada do que esperava.
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Dipper — já em sua forma masculina — segurava um pedaço de madeira, provavelmente parte do estrado da cama, com as duas mãos. Ele estava parado diante de três berços, olhando para Bill com raiva.
Pouco a pouco, seu olhar foi se acalmando.
Ele deixou a madeira cair, correu e pulou no pescoço do loiro, abraçando-o com força.
— Bill! Até que enfim! Seu idiota, por que demorou tanto?!
Bill, ainda surpreso com a reação, o abraçou com a mesma força.
— Desculpa, Pine Tree. Você está bem? Te machucaram? E o nosso filho, onde ele está?!
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POV. Dipper
Bill estava em pânico.
E, por mais cruel que fosse admitir, eu me senti feliz ao ver toda aquela preocupação. Feliz por saber que ele se importava comigo… e com nossos filhos.
Desfizemos o abraço e caminhei até os berços.
— Bill… — minha voz saiu mais suave. — Esses são os nossos filhos.
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POV. Bill
Dipper se aproximou dos berços com um sorriso cheio de amor, orgulho e felicidade. Foi a primeira vez que o vi sorrir daquela forma.
E aquele sorriso afastou completamente o medo que eu sentia.
— Bill… esses são os nossos filhos.
Nossos filhos.
Aproximei-me quase sem respirar e olhei dentro dos berços.
Duas belas flores… e um pequeno raio de sol.
Os três me encaravam com olhos arregalados.
— Oi, seus pequenos monstrinhos — murmurei, fazendo carinho na bochecha do meu herdeiro.
Ele riu. Uma risada fofa, quente, perfeita.
Dipper também riu baixinho e se aproximou das minhas pequenas florzinhas.
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Ódio. (Completo)
RomanceTraído pela própria irmã, Dipper vê seu mundo desmoronar. Anos depois, Bill Cipher retorna após ter passado esse tempo aprisionado na forma de uma estátua - e oferece ao garoto exatamente o que ele mais deseja: vingança. O que Dipper não esperava er...
