Sendo uma família !

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Pov. Dipper

Depois daquela conversa, as coisas com Carina foram melhorando. A mudança foi devagar, mas aconteceu. Ela começou a brincar mais com seus irmãos, começou a conversar comigo e com Bill, ia passear com a gente… e, mesmo demorando mais do que eu gostaria, finalmente começou a nos chamar de mamãe e papai. Nem preciso dizer que tive que me controlar para não chorar de alegria, né?

De qualquer forma, já se passaram quase quatro anos desde tudo aquilo. Demorou dois anos para Cary se acostumar conosco e nos perdoar, mas finalmente éramos uma família!

— Mãe! O que vamos fazer hoje?!

Bell entrou na cozinha enquanto eu preparava o café da manhã.

— Ainda não sei, Bell. Feliz aniversário!

— Obrigada, mãe.

Ela se sentou, ainda de pijama, com o cabelo todo bagunçado.

— Papai e Cary já acordaram?

— Provavelmente não.

Kaus entrou na cozinha. Dos meus filhos, Kaus sempre foi o mais responsável. Já estava de banho tomado e arrumado.

— Bom dia, sentem-se. Já vou servir o café.

— Não vai acordar eles, mãe?

Sorri e desliguei o fogo.

— Acho que não… não é?

Eles sorriram e me seguiram até o quarto onde Bill dormia tranquilamente. Confesso que fiquei com pena do que faríamos.

— Não é melhor você ir acordando a Cary enquanto a gente…

— Cuidamos do papai!

Disseram em uníssono, com um sorriso angelical.

— Tudo bem!

Desculpa, Bill… mas hoje é o aniversário deles. Antes você do que a Cary.

Entrei no quarto de Carina. Escutei um grito agoniado de Bill.

— Desculpe…

Sussurrei e fui até minha princesinha. Ela dormia jogada na cama, pernas abertas, um braço sobre o rosto e o outro embaixo do travesseiro. Seus roncos eram altos.

— Cary… vamos, pequena. Acorda! Hoje é o seu aniversário.

Ela resmungou:

— Já vou…

Sem nem se mover.

— Vamos, Carina! Hoje vamos tomar café da manhã em família.

Ela ergueu uma barreira, me afastando da cama.

— Já chega!

— Carina Pines Cipher! Levante dessa cama agora mesmo!

Pela falta de reação, algo me disse que a barreira era à prova de som. Revirei os olhos e, com um aceno de mão, destruí a barreira. Antes que eu pudesse gritar com ela, Bill entrou no quarto, parecendo irritado.

— Se eu vou acordar cedo, você também vai!

Num instante, Bill flutuou Carina até o teto — que era bem alto — e depois a deixou cair na cama com tudo. Carina gritou e nos olhou assustada. Bill começou a gargalhar. Bell e Kaus entraram correndo.

— O que houve? — perguntou Bell.

— Escutamos um barulho e… — começou Kaus, mas foi interrompido.

Ódio. (Completo)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora