Pov. Dipper
Lá estava eu, dormindo aconchegado ao lado do meu amado marido. Estava tão quentinho e confortável… mas, como a felicidade de demônio dura pouco, não demorou para que o inevitável acontecesse.
— ACORDA, MÃE! PAI! É NATAL!!!
Acordei irritado, assim como Bill.
Antes que qualquer um de nós pudesse reagir, fomos flutuando até o teto numa velocidade absurda — e caímos com tudo na cama.
— Feliz Natal, Mamãe! Feliz Natal, Papai!
A pequena bruxinha entrou flutuando no quarto, gargalhando.
— Seus…
Ele se levantou, mas antes que pudesse reagir, um grande bolo acertou sua cara.
Agora quem entrou com um sorriso maléfico foi Kaus, segurando outro bolo.
— Nem pense nisso, mocinho.
— Culpe o papai por criar essa tradição.
Bell sorriu vitoriosa.
— Podemos acordar os outros como quisermos.
Cary completou a fala da irmã, me olhando com malícia.
— AGORA, KAUS!
E então veio o bolo na minha cara. Pelo menos era de chocolate.
As crianças se contorciam de tanto rir. Me limpei usando magia, assim como Bill, que nos olhava com uma mistura de raiva e orgulho.
— Foi uma boa jogada, crianças, mas eu sempre serei melhor!
Gritou, e uma tonelada de mel e penas caiu sobre eles, que gritaram de nojo.
— Não é justo, pai!
— Não vale!
— Isso NÃO vai ficar assim… é GUERRA!
Os olhei, chocado, e criei um escudo em volta de mim.
As crianças estavam com balões de água (não sei se era água mesmo) e Bill tinha bolas de… sei lá, coisas que se mexiam — nojentas.
— Se é isso o que vocês querem, não se esqueçam de quem é o mestre das pegadinhas dessa casa.
Ele falou sério, como se enfrentasse inimigos em vez de filhos.
— Então está na hora de pegar esse título.
— Ainda dá tempo de desistir, pai.
— Vamos acabar com você!
Eles estavam tão sérios quanto Bill.
— É sério isso?
— GUERRA!!!
— GUERRA!!!
E começou assim. Essa foi a nossa manhã de Natal.
— Mamãe, tá doendo…
Bell chorava.
— Pai idiota!
Cary reclamava, com os olhos cheios de água.
— Foram vocês que começaram!
Bill se defendeu, reprimindo um gemido de dor.
— Mãe…
Kaus me olhou com intensidade. Seus olhos estavam cheios de água, mas ele reclamava menos que Bill e os irmãos.
Suspirei e olhei para minha família.
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Ódio. (Completo)
RomansaTraído pela própria irmã, Dipper vê seu mundo desmoronar. Anos depois, Bill Cipher retorna após ter passado esse tempo aprisionado na forma de uma estátua - e oferece ao garoto exatamente o que ele mais deseja: vingança. O que Dipper não esperava er...
