Pov. Dipper
Eu sabia que tinha errado muito na forma como trouxe Carina de volta para casa. Já havia se passado uma semana e ela ainda não interagia muito comigo ou com Bill. Meu único consolo era ver que ela e os irmãos estavam se tornando mais unidos. Eles não sabiam, mas Bill e eu sabíamos das reuniões que eles faziam todas as noites; achamos melhor não interferir e deixá-los se conhecer melhor.
Kaus e Bellatrix nos tratavam como pais sem nenhum problema. Às vezes eu me policiava para não ser excessivamente protetor com Kaus. Bill tinha me contado como ele era, então mantive uma distância respeitosa para dar espaço. Também ajudei Bill com Bellatrix, aprendendo sobre sua timidez e inseguranças. Graças a isso, nos aproximamos deles rapidamente e já sabíamos como agir.
Com Carina, porém, nenhum de nós tinha experiência. Não sabíamos como lidar com ela. Tentei consertar meu erro procurando Katerina, mas não encontrei nenhum sinal dela ou do garoto que estava com ela. Carina não me chamava de mãe, nem a Bill de pai. Geralmente ficava olhando pela janela, sem se importar em brincar no quintal.
Bill já tinha conseguido reconstruir nossa antiga mansão — ele se recusou a me contar como ela havia sido destruída. Agora, tínhamos até um quintal grande com piscina para as crianças brincarem.
Kaus insistia em aprender a usar seus poderes e, infelizmente, isso fez Bell querer também. Carina era a única que sabia controlar os seus, o que irritava os irmãos mais novos.
— Está pensando em quê?
Estávamos deitados na cama; eu acabara de acordar.
— Nos nossos filhos.
Disse, cansado.
Ouvi Bill bufar baixinho.
— Eu sei que você está triste por causa de Carina, mas se continuar pensando nisso, não vai ajudar em nada.
Ele passou os braços ao redor da minha cintura.
— Erramos com ela, Bill. Temos que acertar as coisas.
— Eu sei… mas dê tempo a ela.
— Já se passou uma semana!
— Quer saber? Você precisa de férias! Vou pedir para Phil cuidar das crianças por um dia e nós vamos nos divertir.
— O quê? Bill, como você…
Antes que eu pudesse reclamar, ele desapareceu. Quando voltou, já estava com uma bermuda de praia e sem camisa.
— Pronto. Vamos.
— Espera!
Antes que eu percebesse, estava de pé ao lado dele, também de bermuda, diante de uma cachoeira. Estávamos no topo. Era linda.
— Bill… isso é lindo, mas as cri…
Ele me pegou no colo.
— Chega de falar das crianças. Hoje é o nosso dia!
Ele começou a se aproximar da beirada.
— Você não pode estar pensando em pular! Bill, não!
Muito tarde. Ele pulou, comigo nos braços.
Desde que me tornei vampiro, havia deixado de temer a morte, mas ainda assim pensei que fosse morrer com aquela queda.
Caímos na água com tudo, e a correnteza nos arrastou em direção a uma pedra gigante. Bill ria horrores, sem ligar para o risco.
— Bill!
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Ódio. (Completo)
RomanceTraído pela própria irmã, Dipper vê seu mundo desmoronar. Anos depois, Bill Cipher retorna após ter passado esse tempo aprisionado na forma de uma estátua - e oferece ao garoto exatamente o que ele mais deseja: vingança. O que Dipper não esperava er...
