O perigo se aproxima.

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Pov. Dipper

— O quê?!

— Estão com problemas de audição? Eu disse que você, meu querido Pine Tree, vai se casar comigo.

— Espera, Bill… isso é muito repentino, eu—

Bill ficou completamente sério, frio de um jeito que Dipper nunca tinha visto.

— Você não importa. Quando fez o acordo, deixou bem claro que eu podia fazer o que quisesse com você. Eu quero me casar com você. Sua irmã pode ir embora. Mais alguém que você queira que esteja lá?

Fiquei sem reação.

Desde que me reencontrei com Bill, ele nunca tinha falado comigo daquela forma. Mas eu não tinha escolha.

— Não. Só a Mabel já é o suficiente.

Disse com amargura e raiva.

— Ótimo. Voltarei em uma semana para o casamento. Até lá, se divirta. Mas, se eu descobrir que você se envolveu com alguém nesse tempo, matarei essa pessoa na sua frente… depois sua irmã… e, por último, você, meu amor. Tchau, Pine Tree.

Disse com um sorriso gentil. Sem me dar tempo de discutir, ele desapareceu.

Um silêncio mórbido tomou conta do ambiente.

Mabel foi a primeira a falar.

— Você se meteu em um problemão, hein, Dip.

— Eu não estou entendendo nada.

Disse, frustrado e confuso.

— Pra mim é bem simples: você vai se casar com o Doritos.

— Eu não quero isso! Eu nem gosto dele desse jeito!

— Então você gosta dele.

Afirmou, pegando uma das garrafas de “vinho” de Gideon e se servindo de uma taça.

— …ele tem sido um bom amigo.

— Sério? Como? Te ajudando a se vingar de mim? Te prendendo na casa dele? Te dando sangue?

Disse, sarcástica.

Bufei e me sentei no sofá em frente a ela. Enchi uma taça de sangue e dei um longo gole.

— Para de ser chata. Você não entenderia.

— Então me faça entender, maninho.

Disse, sorrindo com superioridade.

Era a primeira vez em anos que eu e Mabel conversávamos assim, sem falsidade ou segundas intenções.

— Eu não sei explicar, tá bem?! Mas… eu sei que ele fez mais por mim do que deveria.

— Hum… tudo bem, se você quer acreditar nisso. Vamos sair?

— Acho melhor não. Pode ir sozinha.

— Com medo da ameaça do Illuminati?

Disse, me zoando.

— Interprete como quiser.

Ela suspirou e se levantou.

— Você continua chato, maninho. Vou me divertir. Você pode ficar aí pensando no seu futuro marido sozinho. Boa noite.

— Boa noite.

Me levantei do sofá e fui para um dos quartos da mansão. Esperava encontrar algum que não estivesse impregnado com o cheiro do idiota do Gideon.

Por sorte, achei um onde o odor quase não existia. Era o último quarto da mansão, o mais afastado.

Estava limpo e organizado, como se alguém tivesse estado ali há pouco tempo. Ainda assim, só sentia o leve — quase inexistente — cheiro do albino.

Suspirei, decidindo deixar isso de lado, e me deitei na cama.

O que Bill está planejando? O que ele espera com tudo isso?

Com esses pensamentos, adormeci.

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Pov. Autora

O que ninguém sabia era que, não muito longe dali, seres poderosos se reuniam.

— Como anda o plano?

Perguntou uma figura encapuzada.

— Foi muito fácil, meu senhor. Em breve, mostraremos a esses humanos estúpidos que eles não estão mais sozinhos.

Respondeu um jovem, também encapuzado.

— Fez muito bem, meu servo. Logo começará uma guerra que essa raça imunda jamais poderá vencer. Finalmente sairemos das sombras. É a nossa vez de dominar! VAMOS VOLTAR A GOVERNAR!

Disse, emocionado com a ideia de recuperar o poder — de ser novamente temido pela escória que tanto odiava e desprezava.

— Eu o seguirei para onde o senhor quiser, meu senhor… mas e a família Cipher? Ouvi dizer que agora eles defendem a confidencialidade dos seres mágicos e a separação do mundo humano.

Disse com receio.

— O quê?! Aquela família sempre foi orgulhosa e totalmente contra os insetos que são os humanos!

Como uma família como os Cipher pôde chegar a isso?

— Eu… eu temo, meu senhor, que as coisas tenham mudado.

Gaguejou, com medo da reação.

— Hm… será um grande desperdício de potencial. Mas, se a família Cipher se tornar um problema, não teremos escolha a não ser eliminar cada um deles.

Disse de forma sombria, sem demonstrar qualquer pesar pela possível extinção de um clã demoníaco inteiro.

— Entendi, meu senhor.

Respondeu com admiração pelo poder que seu mestre aparentava possuir.

— Convoque todos os meus seguidores e aliados. Vamos dar um grande passo rumo a essa guerra.

Disse severamente.

— Como ordenar, meu senhor.

Falou com total submissão.


Ódio. (Completo)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora