Pov. Bill
Kaus me olhava incrédulo.
— Tem certeza, pai? É ele mesmo? É a mamãe?
— Certeza absoluta, filho. O que me diz, Kaus… quer conhecer sua mãe?
Ele concordou rapidamente com a cabeça e segurou minha mão. No mesmo instante, nos teleportamos para o local de onde vinha a energia. Por um minuto, cheguei a pensar que estava sonhando. Meu Pine Tree estava de costas para mim, conversando com Phil, ainda sem notar minha presença.
— Tem certeza de que isso vai dar certo mesmo, Phil? Phil?
Phil já havia me notado e me encarava com os olhos arregalados.
Dipper se virou lentamente e me viu. Não disse nada; apenas correu até mim e me abraçou com força.
— Eu senti tanto a sua falta.
— Eu também, Pine Tree… eu também.
Disse, apertando-o contra mim. Nos separamos e, antes que sequer pudéssemos nos beijar, uma tosse forçada ecoou atrás de nós.
— Cof! Cof! Desculpa, é gripe.
Disse com um sorriso forçado. No mesmo instante em que Dipper viu Kaus, ele me soltou quase me empurrando e se abaixou para ficar na mesma altura do garoto.
— Kaus…?
Ele sorriu com falsa inocência. Eu sabia: estava nervoso.
— Eu mesmo—
Antes que pudesse terminar, Dipper o puxou para um abraço tão apertado que quase dava para ver meu filho lutando por ar.
— Por tudo o que é mais sagrado, que bom que você está bem!
— Mãe… eu não tô conseguindo res… respirar.
Na mesma hora, Dipper o soltou.
— Desculpa, meu amor! Você está bem? Bill tem sido um bom pai? Ele fez algo errado? Como você tem se alimentado? De um a dez, como você se sente?
Nunca imaginei que Dipper fosse esse tipo de mãe. Era preocupante, especialmente com alguém tão independente quanto Kaus. Mas, para minha surpresa — e alívio eterno —, ele apenas riu e respondeu com calma.
— Sim, eu estou bem. Papai tem sido um bom pai, considerando que ele não faz a menor ideia de como criar um filho. Sim, ele errou bastante, mas acho que, se não tivesse errado, não seria ele. Acredite quando digo que me alimento bem. Tenho três médicas particulares cuidando da minha saúde. Acho que um nove descreve bem o momento… talvez um oito também sirva.
Dipper pareceu suspirar de alívio e voltou a abraçar Kaus.
— Que bom…
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Pov. Carina
— O quê?
Perguntei, descendo da árvore. Ted seguiu meu exemplo e parou de flutuar, sério e visivelmente preocupado.
— Eu realmente acho que podem ser a sua família, Cary. Eu sei como você se sente em relação a eles, mas talvez nunca mais tenha essa oportunidade. O que me diz? Vamos até eles?
Ir até eles…?
Eu…
Eu quero. Quero saber por que me abandonaram. Por que me deixaram para morrer daquela forma.
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Ódio. (Completo)
RomanceTraído pela própria irmã, Dipper vê seu mundo desmoronar. Anos depois, Bill Cipher retorna após ter passado esse tempo aprisionado na forma de uma estátua - e oferece ao garoto exatamente o que ele mais deseja: vingança. O que Dipper não esperava er...
