Kaus Cipher

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POV. Bill

Estar na mente de Kaus era estranho. Era como se eu estivesse sempre sonolento, à beira de apagar.

Eu o vi cair de uma altura anormal, despencando em direção ao chão. Usando os poucos poderes que ainda me restavam, segundos antes do impacto, consegui parar sua queda.

Ele estava assustado, apavorado — e eu não podia fazer muito mais. Estava fraco demais.

Consegui criar uma pequena cesta e alguns cobertores para impedir que ele morresse de frio. Também deixei uma carta sobre ele, com apenas uma palavra. Não tinha forças para escrever mais.

“Kaus.”

Quando o encontrassem, pelo menos saberiam seu nome.

Para a salvação do meu filho, alguém o viu e o levou até uma delegacia. Não consegui enxergar nem ouvir o que diziam ou faziam. Kaus, finalmente, adormeceu — e eu senti minha consciência se dissolver completamente.

Quando acordei de novo, percebi que muito tempo havia passado. Tempo demais para uma simples soneca de bebê.

Uma mulher loira, estranhamente familiar, segurava Kaus no colo, sorrindo.

— Meu bebê acordou? Está com fome, Kaus?

Ela o embalava com carinho.

Kaus parecia confortável demais. Feliz. Familiar com ela.

E… mais velho.

— Ainda não entendo por que você quis deixá-lo com esse nome, Pacífica.

Não.

Não podia ser.

Entrando no quarto, apareceu o idiota que eu realmente esperava nunca mais ver.

— Ainda insiste nisso, Saitor? — respondeu Pacífica. — Já faz mais de um ano desde que o adotamos.

Um ano?!

Eu dormi por um ano inteiro?

Saitor parecia completamente desinteressado e apenas revirou os olhos.

— Como você diga, amor.

O destino é cruelmente irônico. De todas as pessoas do mundo… justo eles adotaram meu filho.

Imagino como Dipper reagiria a isso.

— Vai trabalhar? — perguntou Pacífica.

— Sim. Já pedi para uma das empregadas preparar o leite dele.

— Obrigada, amor. Tenha um bom dia.

— Tá, tá… você também. Se cuida, homenzinho.

Ele beijou Pacífica e depois Kaus na testa.

Assim que saiu, Pacífica levou meu filho até uma cozinha luxuosa.

— Senhora, aqui está o leite do jovem mestre — disse uma empregada.

Pacífica pegou a mamadeira e começou a alimentá-lo.

— Obrigada, Marta. O garotinho da mamãe está com fome?

Ela riu.

Antes que eu pudesse entender o que sentia… perdi a consciência outra vez.



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Quando acordei, foi com um choro infantil, baixo e sofrido.

Kaus parecia ter quatro ou cinco anos. Ele estava em uma floresta — ou talvez um bosque. Difícil dizer.

Ódio. (Completo)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora