CAP.15 - Presentes e despedidas.

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O Sol já se encontrava no ápice quando finalmente tudo estava pronto, era a hora de despedidas e dos últimos recados.

Todos os tripulantes dos navios já se encontravam na praia da costa Sul de nosso continente. Cielo e Seadra apresentavam profundas olheiras e aspecto cansado por terem virado noites e mais noites trabalhando nos dois navios. Haviam sido os únicos a não possuírem um treinamento pesado, porém, vez ou outra ao longo da semana, tiveram alguns conselhos mágicos de Sonny.

Abgail possuía ainda, algumas escoriações oriundas da batalha contra o Dragão de metal. O método de tratamento verde era bem mais lento do que as magias de cura branca. Porém, a menina possuía alguns novos arranhões ao longo do belo corpo. Seu irmão parecia intocável, mas ao lhe encarar bem, parecia alguma coisa mais velho. Com certeza devia ter usado magia e para os elfos isso lhes envelhecia.

Buks tinha marcas e ataduras por todo o corpo, era um dos que possuía uma das piores condições de todo o grupo, suas mãos possuíam bandagens e marcas de sangue fresco, enquanto Raid, apenas apresentava um curativo em uma das mãos, mantendo o seu aspecto frígido e aterrorizador. Agnes e o jovem orc, eram os que possuíam as melhores condições entre todos nós.

Drake e Roger possuíam alguns arranhões, mas eu estava em péssimas condições. Apesar de ter me curado com magia branca da maioria dos meus ferimentos na batalha contra o dragão, Drake e Roger juntos a Ragnar, não evitaram em fazer novos machucados a minha coleção. Mal conseguia andar e possuía os dois olhos roxos. Por incrível que pareça, meu pai não comentou nada a respeito de meus machucados e nem do meu treinamento.

Ragnar abraçava seus quatro discípulos, me apertando firme contra a cabeça de Roger, deixando lágrimas escorrerem por todo o rosto e morrerem na vasta barba que possuía nas bochechas. Drake ficou extremamente desconfortável, porém, o General não nos largava por nada. Parecia que ele iria embarcar junto conosco, tendo em vista que possuía sua armadura completa assim como as doze armas gêmeas.

Quando finalmente nos largou, me puxou pelos ombros.

— Você se desenvolveu bastante ao longo desses dias. Pelo o que pude ver, ao contrário dos guerreiros que vestem branco, você prefere machados ao invés de espadas, não é mesmo? — Perguntou o mestre, com um enorme sorriso no rosto.

— Sim. — Respondi timidamente. — Foram os seus machados que eu imaginei quando lutava com o Dragão. E a gema fez com que eles se solidificassem em minhas mãos. — Completei observando a poderosa pedra feita de magia pura, que agora pendia na forma de um cordão no peito de meu pai.

— Foi você e sua vontade que fizeram aquele milagre acontecer. — Respondeu o General. — Nunca deixe que falem que não é capaz de algo, ou que alcançou a grandiosidade por conta de alguma outra coisa. Se permita ser grande, menino. E ninguém poderá te alcançar! — Completou dando uma piscadela. — Acredito que isso terá mais valia em suas mãos do que nas minhas. — Disse puxando os machados, que até o momento estavam presos em suas costas. — Acredito que até retornarem não precisarei deles, porém, quero que me devolva assim que voltar, me entendeu?

Eu não podia acreditar, talvez as armas mais poderosas de todo reino me fariam companhia durante aquela sinuosa viagem. Fui assaltado por uma forte emoção de confiança, tendo em vista que foi com aquelas armas que teriam vencido o Dragão de Metal e agora não precisaria de um capricho do destino para que elas fossem minhas. Não precisaria de magia, precisaria apenas de minha força bruta e de minha vontade. Prometi a mim mesmo, que com aquelas armas seria invencível!

Para a minha surpresa, aquele não seria o único presente que receberia naquele dia, um pouco antes de adentrar o navio, fui surpreendido por mais uma mão em meu ombro. Dessa vez era Gaiga, meu pai.

Soleria - A Canção de Dama LuaStories to obsess over. Discover now