CAP.22 - Até logo, Ilha Nórdica!

4 0 0
                                        

— Que coisa esquisita! — Todos tomamos um susto quando ouvimos aquilo. — As crianças quietas?

— Mamãe! — Foi a vez de JP pular no colo de minha filha mais nova, Donga.

— Se eu não venho, vocês nem me procuram! — Disse ela ressentida. — Nem para passar e me dar um beijo, senhor Arthur! — Ela disse aquilo com alguma magoa, enquanto o filho mais velho apenas sorriu e a abraçou também. — O que tanto fazemos aqui? Eu soube que estamos falando a respeito de dragões? — Ela sorriu para a mãe.

— Estamos escutando as histórias de seu pai galanteador. — Disse Maggie, fazendo com que eu fechasse meus olhos. — Sabia que seu pai ia para as Tavernas com o seu avô?

— E vocês estão contando isso para as crianças? — Disse ela arregalando os olhos. — Papai! — Era engraçado como Donga tinha muito mais conexão com Maggie, enquanto Glorinha era muito mais próxima a mim. Não era uma questão de gostar mais de uma do que de outra, consigo dizer com toda a certeza de que amo as duas igualmente, mas o modo cuidadoso de minha filha mais nova é idêntico ao de minha esposa, enquanto a outra tem uma bipolaridade que com certeza herdou de mim.

— Exatamente! E ele está falando o quanto me achou desprezível no momento em que me viu.

— Papai! Que maldade! — Disse ela sorrindo, sabendo que a mãe estava sendo dramática naquele momento.

— Pra você ver o que eu aturo! — Resmungou Maggie, largando Donga que veio ao meu encontro, me abraçando e me beijando ficando no enlaço dos meus braços.

— Como você está? — Ela perguntou, me fazendo lembrar do encontro com Roger que tive naquela manhã. Não sei o motivo, mas mudei o assunto.

— Bem, a princesa já chegou?

— Está previsto para depois de amanhã a noite, junto ao corpo. — Notei Elric se mexer nervosamente ao ouvir aquilo e lembrei de seu pranto junto a sua mãe. Aquilo era muito difícil para todos nós, mas eu respeitei o espirito guerreiro do menino, por segurar suas emoções. — Do que está sorrindo? — Ela me acordou do meu pequeno devaneio.

— Estou contando para os meninos tudo a respeito da viagem que fizemos no arquipélago a alguns anos atrás.

— O exército do mundo? — Ela arregalou os olhos surpresa. — Nem eu ouvi essa história, pelo menos não de você.

— Eu acredito que você não esteja com tempo disponível? — Ela me soltou e praticamente sentou no colo da mãe.

— Não, eu estava precisando de dez minutinhos no colo da mamãe.

— Mas você que é a minha mãe! — Berrou JP. — E nem vem de história de me levar para casa, pois estamos muito concentrados aqui.

— Que abusado! O que eu faço com esse menino? — Donga perguntou para a mãe, que apenas deu com os ombros. — Enfim, eu precisava apenas de um afago e já estou indo, se seus avôs não virem problema, pode ficar.

— Claro que eles não veem. Eles me amam! — Disse JP, levantando as sobrancelhas em minha direção, fazendo com que todos gargalhassem na sala.

— Acho que ainda temos muita história para contar. — Eu respondi para minha filha, ganhando sinais positivos do pirralho mais novo.

— Só saio daqui quando aprender a solidificação da luz! — Completou ele.

— Tá fodido então. — Respondi sem pensar.

— Papai! — Donga me repreendeu pelo palavrão. — Mamãe, o que vamos fazer com esses meninos. Não podia ter uma menina nessa turma para me ajudar nas coisas verdadeiramente uteis! Apenas querem saber de magia e batalhas.

Soleria - A Canção de Dama LuaStories to obsess over. Discover now