• 14 - Pepperoni

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Ignorem se houver alguns errinhos, não consegui usar o word.
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Desvio meus olhos do sorriso divertido que brinca nos lábios de Jones, enquanto o mesmo me observa escorado próximo ao camarim, com um copo cheio de uísque na mão direita.

Ele está se divertindo com a minha situação.

Ao descer do palco para dançar entre os clientes, praguejo-o mais uma vez por ter me obrigado a usar um boddy preto com uma abertura imensa nas costas e uma gola ridícula, que Mulan arrumou de última hora. Meu cabelo está preso em um rabo de cavalo alto e saltos prateados compõem o pior figurino que já usei.
Os clientes não se importam, pois continuam a me elogiar e colocar gorjetas entre meus seios. Alguns dão dois dólares, outros cinco e os mais ricos, dão trinta. Hoje não estou no clima de bajulá-los, quero apenas dançar em uma distância segura de suas mãos pervertidas e ganhar minha recompensa.

— Faz uma dança especial para mim? – Um homem de meia idade com o cabelo calvo e uma enorme barriga, segura de leve minha mão.

Torço os lábios, mas logo substituo por um sorriso sensual arrastando meu dedo por seu braço.

— Por quanto?

— Trinta e cinco.

Dou os ombros ao mudar de ideia sobre não bajulá-los.

— Tudo bem. Como quer que eu dance?

— De costas, por favor – ele afrouxa a gravata vermelha e posiciona as mãos sobre as coxas.

Olho em volta e viro-me fechando os olhos para me concentrar nas batidas sensuais que ecoam pelo ambiente. Arrebito meu traseiro e rebolo cravando as unhas levemente em minha pele. Ele toca minhas costas nua fazendo-me estremecer de insatisfação. Não gosto de suas mãos em mim. Não gosto quando eles me tocam como se eu não passasse de um pedaço de carne. Eu sou mais que isso. Sei que sou.

Torço os lábios ignorando o incômodo e viro-me de frente misturando alguns passos da coreografia com as reboladas sensuais. Ele tira do bolso vinte dólares e o enfia entre meus seios.

— Você disse trinta e cinco – paro de dançar levando as mãos na cintura.

— Desculpe, não valeu tanto a pena, agora vá, eu quero outra dançarina.

— Você disse trinta e cinco!

Ele revira os olhos.

— Olha só, eu não estou com cabeça para aturar birra uma hora dessas. Eu só quero relaxar. Vá buscar dinheiro com outro.

Travo minha mandíbula e aperto mais que o necessário minha cintura para controlar a vontade de enforca-lo com sua gravata ridícula. Saio de sua frente em busca de outro cliente. Posso afirmar que já ouvi grosseria pior, mas nunca deixa de me incomodar.

Encontro Lily dançando para um grupo de homens que conversam e bebem entre si. Ela recebe várias gorjetas e parece satisfeita com o que faz. Gostaria de me juntar a ela, mas não sei se é uma boa ideia então varro meus olhos pelo ambiente cheio, travando-os em Killian e Belle que conversam próximos as cabines. Ela toca seu ombro de forma sensual sorrindo feito uma adolescente. Ele dá um gole em sua bebida e aproxima os lábios do seu ouvido sussurrando algo que a deixa envergonhada. Após afastar os lábios, ela sibila um "me desculpe" e sai às pressas em busca de algum cliente. Os olhos de Killian se encontram com os meus e sua mão ergue o drink. Giro os olhos evitando apreciar a ótima sensação que tive ao vê-lo recusa-la. Sigo para o lado contrário de onde ele está, me juntando a Libby, que dança para mais de dez homens. Um deles toca meu braço e pede para que eu sente em seu colo, recuso, então ele apenas lança um sorriso casual dizendo que seria um prazer se eu aceitasse.

Hot as hell (CS)Onde histórias criam vida. Descubra agora