• 24 - Por que eu fiz isso?

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Olho para o lado vendo-o acender o terceiro cigarro nos últimos cinco minutos. Killian o traga com tanta força que sinto a ardência em meus pulmões. Está sendo difícil para ele, mais difícil do que eu achei que seria.

— Chegamos – ele estaciona em frente a um imenso portão de ferro e estica a mão para fora da janela, digitando alguma senha em um painel. Os portões se abrem e ele entra com o carro.

Sou surpreendida por um extenso gramado bem cuido com chafarizes e uma mansão enorme de três andares.
Há tantas janelas. Parece um prédio. O tamanho dessa casa caberia mais de vinte do apartamento onde moro.

— Tudo bem. Não ligue para o rosto da minha mãe, ele não vai estar muito bonito quando olhar para nós. Principalmente porque me atrasei – ele tira um desodorante do porta-luvas e o passa em torno do seu rosto e corpo. Killian espirra um pouco em meu corpo sem o meu consentimento e o guarda de volta.

— Eu não precisava de desodorante... – tento cheirar discretamente minhas axilas.

— Vamos – ele abre a porta enfiando seu maço no bolso traseiro.

Olho para minhas pernas e os meus pés. Avalio meu rosto e meu cabelo pelo retrovisor decidindo que não irei descer. Eu não estou adequada. Eu não vou conseguir.

— Eu não vou – grito pela janela.

— O quê? – ele joga as mãos para cima e vem até a porta, abrindo-a e me segurando pelo pulso – Desce agora.

— Não vou! – seguro no banco do motorista impulsionando meu corpo para dentro – Eu não quero ver o rosto feio da sua mãe. Ela vai me odiar!

Ele me puxa com mais força e minha mão escorrega levando junto meu traseiro, mas antes que ele me puxe de novo, apanho o banco onde estava sentada com uma mão.

— Eu me recuso Killian! Eu não vou. Eu espero no carro.

— Você aceitou vir até aqui, agora para de graça e entra!

— Não! Minha roupa está horrível.

Em um descuido de afrouxar o aperto em minha mão, a puxo rapidamente para levá-la até o banco do carro. Killian solta um gemido de tormento e segura em meu quadril, puxando-o contra seu corpo para que eu solte. Aperto meus dedos com mais força e sinto meus pés serem tirados do chão. Porra! Ele está puxando minhas pernas. Se eu soltar, minha cara vai diretamente para o chão, ele é maluco?

— Eu vou te derrubar. Para de graça e solta esse banco.

— Você não pode me obrigar!

— Swan eu estou ficando com muita raiva, é melhor você soltar.

Bufo.

— Não.

— Teimosa! — ele solta minhas pernas cuidadosamente – Se você não soltar eu vou abaixar sua calça.

— Você não faria isso.

Sinto suas mãos em meu botão e em meu zíper. No mesmo instante solto o banco e bato a porta com força cruzando os braços.

— Tá bom! Eu me rendo.

Killian abre um sorriso vitorioso e envolve minha cintura com um braço arrastando-me pelo caminho de pedras até a porta. Ele toca a campainha e olha para o meu rosto ainda com aquele sorriso. Piso em seu pé vendo-o se curvar no mesmo instante e soltar minha cintura.

— Au! Por que você fez isso?

— Eu não gostei do seu sorriso idiota.

A porta se abre e uma moça idosa vestida com um uniforme preto e branco franze o cenho ao olhar para Killian.

Hot as hell (CS)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora