Uma noite interminável

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Continuação

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Continuação...

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A moto derrapava a cada esquina que fazíamos a curva em meio aos edifícios vazios e assustadores do porto.

Eu me agarrarei ao Coiote e sentia o frio bater sobre meu rosto escondido nas suas costas e o barulho das sirenes da polícia ainda nos perseguia me fazendo quase chorar de medo.

A velocidade diminuiu e eu pude sentir que ele entrou dentro de uns dos galpões à beira-mar. Ele desligou a moto e tocou minhas mãos pedindo que eu o soltasse e descesse da moto.

Era uma escuridão total. Provavelmente ele escutava meu coração bater acelerado porque eu sentia e escutava de tão nervoso que eu estava.

Coiote segurou minha mão inesperadamente e a apertou e me puxou para um corredor onde as sirenes da polícia iluminava as paredes e correu me fazendo fazer o mesmo e se encostou na parede e pude ver que ele averiguava o lugar antes de continuar e a assim fez, depois que o carro da polícia passou pela rua ele me puxou devagarinho em direção a o que parecia ser um sala que estava totalmente sem qualquer tipo de iluminação e na real, não dava para enxergar nada.

– Para onde estamos indo? A polícia já foi. – disse sendo guiado por ele e sentindo o cheiro ruim daquele lugar.

– Eles estão na área, provavelmente só deixarão pela manhã, até pegar um otário qualquer por aí. – falou abrindo uma porta que dava para uma escadaria mal iluminada. – Ninguém mandou subir na moto. Agora você será um problema meu. Fica quieto, cara. – disse com raiva subindo as escadas e me puxando e vendo que eram mais quinze lances.

– Minha Virgenzinha! – disse fechando os olhos e rezando. – Onde fui me meter?...

Não demorou muito, e chegamos no topo do armazém. Era o terraço que dava para ver o oceano de um lado e cidade do outro. O som da polícia ainda soava baixo, mas era perceptível que elas estavam rondando pela região mal habitada.

Eu me aqueci me abraçando por conta do vento que soprava fortemente nessa altura e me virei o encarando meio estranho como se eu fosse um intruso.

– Que lugar é esse? – perguntei me aproximando porque ainda estava escuro e ele parecia tão diabólico me olhando.

Seus olhos brilhavam me fitando assustadoramente.

– Um lugar para se esconder e esperar essa merda todo se acalmar. – disse cruzando os braços e caminhou passando por mim e foi em direção ao beiral que tinha uma grade e subiu no beiral e olhou para baixo.

Eu fui em sua direção morrendo de frio e segurei na mureta de ferro gelada, subi e olhou para baixo e senti a pior sensação do mundo e me soltei saindo dali com a cabeça rodando.

– Tem medo de altura? – Coiote perguntou ainda ali em cima e se virou encostando as costas na mureta.

– Eu tenho pavor. – disse sincero me abraçando e o encarando. – Eu quero ir para casa. – falei dessa vez calmo em meio a um suspiro.

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