Para Michael e Liam a ilegalidade se tornou a maior aliada. Era cruel. Eles sabiam, mas aqueles sentimentos que eles começaram nutrir um pelo outro eram fortes o suficiente para ambos pularem os obstáculos que eram colocados em suas vidas.
"Será qu...
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BALTIMORE, MARYLAND, USA.
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Era o único lugar que eu conhecia. O pouso perfeito me deixou mais tranquilo. Aquele sentimento de nostalgia me invadiu fazendo meu coração acelerar. Parecia que tinha entrado no túnel do tempo e encontraria John com um cartaz nas mãos levantado me dando boas-vindas. Meu corpo só ansiava por um abraço quente seu que só ele sabia dar com seus lábios tocando minha testa e... e um beijo grosseiro cheio de amor de Liam e que seus olhos verdes me olhassem compreendidos.
Só isso.
O céu estava aberto pelo que vi lá da janelinha do avião, mas estava bastante frio, típico para janeiro onde chegava a nevar algumas vezes e por sorte conhecendo o lugar onde passei a maior parte da minha vida, coloquei o casaco de lã negra que minha mãe fez para mim e uma boina também escura. Eu não tinha mais esse cuidado de ficar escolhendo a melhor roupa, adotei as repetidas camisetas pretas e jeans escuros. Prático e menos cansativo.
Na esteira aguardando minhas duas malas, eu encaro o céu lá fora e boa parte de Maryland surgindo com ela e novamente aquela nostalgia. Eu apenas respirei fundo pegando minhas malas e pegaria um táxi e rumaria para algum hotel e nos dias seguintes resolveria minha documentação e enfim, caçar um trabalho na minha área de formação.
Para a minha surpresa, quando descia as escadas do aeroporto meu coração quase saiu pela boca com tamanha felicidade. A sra. Elizabeth, mãe de Jonathan estava parada ao lado de algumas outras pessoas que esperavam os seus viajantes. Ela não mudou em nada, o mesmo sorriso, o cabelo negro bem lisos caiam sobre o sobretudo branco caro e joias de ouro adornando orelhas, pescoço e braços. Ela era demais.
"MICHIZINHO!" A plaquinha estava escrita meu apelido que John me chamava me fazendo subitamente querer chorar. O motorista dela que segurava ao seu lado.
Ela esticou os braços com um sorriso largo e olhos marejados e eu deixei minhas malas ali mesmo no caminho e fui em sua direção a abraçando muito forte. A sra. Elizabeth segurou meu rosto e me analisou com os olhos cheios de lágrimas.
– A vida não foi fácil para você, Michael. – tocou minha sobrancelha e beijou minha bochecha. – Como você está?
– Eu estou bem, sra. William. – respondo e encarando ainda surpreso. – Como?... Ah! Mamãe. – falei lembrando de ter dito a ela não manter mais contanto com ninguém.
– Não brigue com sua mãe. Eu insisti em manter contato para saber como você estava. – disse ainda reparando tudo em mim. – Steven, por favor, as malas dele. – disse ao homem de meia-idade branco que usava terno bem caprichado e o cabelo grisalho.
– Eu vou para um hotel. – digo enquanto a sra. William que já me dava os braços e me guiava para o estacionamento.
– Vamos para Hampton. – disse feliz caminhando parecendo saltitar. Parecia mais jovem do que alguns anos atrás. Eu tinha tanta pergunta.