Essa é a realidade

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Eu não estava acreditando que ele estava ali

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Eu não estava acreditando que ele estava ali. Dom estava sentado na minha cama fumando seu cigarro com os cotovelos apoiados nos joelhos. O cinzeiro estava ao seu lado na cômoda de canto.

– O que houve? – perguntei voltando do banheiro já vestindo um pijama cinzento. – Como você conseguiu me encontrar?

– Me desculpa, irmão. – disse tragando o cigarro e balançou a cabeça numa negativa. – Eu tenho uns contatos e com grana você consegue tudo.

– Você está com documentos falsos? – perguntei sentado ao seu lado. – Puta que pariu, Dominic. – falo sem precisar da sua confirmação.

– Eu precisava sair de lá. – me olhou feio, mas logo desviou e voltou a fumar.

Ainda bem que eu tinha aberto a janela deixando o ar circular.

– O que houve de fato? – perguntei colocando a mão no seu ombro.

– Eu me envolvi com aqueles hackers e descobrimos coisas horríveis, irmão. Lembra do Agnelo? – me perguntou me fazendo concordar com a cabeça. – Ele me entregou para o Caveira depois que eu hackeei geral e transferi dinheiro para minha conta.

Dom além de ser traficante, era usuário de drogas e tinha um hobby, hobby que era esse negócio de invadir a privacidade dos outros com a internet. Eu nunca entendia nada disso. Ele vivia mexendo no celular, usava aquele maldito notebook entocado na mochila. Era um dos seus dons. Ele sempre vivia consertando o computador do meu antigo escritório quando tínhamos análises, não sabia que era tão sério assim.

– Você foi roubar logo d'O Caveira? – perguntei indignado, quando eu estava em Tijuana antes de ter sucesso na minha carreira, ele era o meu "chefe".

– Ele roubou Ângela de mim. – disse com a voz rouca e raivosa. – Ela me usou para chegar até ele e os peguei fodendo no nosso canto, eles pareceram não se importarem comigo e fiz o que eu fiz. Não me arrependo. – apagou o cigarro no cinzeiro. – Foi sua mãe que me disse aonde você estava, não fica brava com ela, eu tenho dinheiro, só vim mesmo para matar a saudade da única pessoa que realmente se preocupou comigo. – sorriu com aqueles dentes de ouro e a cara tatuada.

– Eu sinto muito, Dom. – o abraço de lado. – Não se preocupe, ela fez bem. – o aperto sentindo que ele estava com o corpo duro, mas eu não ligava porque estava morrendo de saudades. – Eu também senti muito sua falta.

Sua mão agora apertou meu braço e ele me apertou relaxando o corpo.

– Como você conseguiu subir aqui? – me soltei dele e o encarei recebendo aquele sorriso dourado. – Não era atoa que as falcatruas de furtividade eram todas designadas a você.

– Eu preciso de uma ajuda sua, irmão. – me disse voltando a ficar sério. – Posso passar anoite aqui? Pela manhã eu já saio, tenho um conhecido que vai me abrigar por enquanto. – pediu.

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