Para Michael e Liam a ilegalidade se tornou a maior aliada. Era cruel. Eles sabiam, mas aqueles sentimentos que eles começaram nutrir um pelo outro eram fortes o suficiente para ambos pularem os obstáculos que eram colocados em suas vidas.
"Será qu...
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Eu bati na porta e não obtive nenhuma resposta. Eu escutava os passos de Andrew caminhando de um lado para o outro dentro do quarto. Antes de vir, eu passei no banheiro de Liam e peguei o kit de primeiros socorros. A briga dele e John parecia ter sido feia.
Bato novamente na porta e me deparo com Liam no início do corredor com uma toalha no pescoço me observando parado ali.
– SAI DAQUI, LIAM! – gritou Andrew dentro do quarto pensando ser o irmão.
– Sou eu, Andrew, Michael. – falo próximo a porta e olho Liam que ainda me observava.
Escuto passos vindo em direção a porta e a escuto ser destrancada. Andrew me encara com o olho marejado e um pacote de ervilhas congeladas sobre o olho ferido roxo.
Eu entro na grande quarto branco todo arrumado, diferente do de Liam, e ele fecha a porta numa batida estridente e passa por mim sentando-se na beira da cama pressionando o saco congelado no olho.
– O que você quer? – perguntou respirando muito forte e me encarava com os olhos castanhos claros me assustando.
O olhar mortal era de família.
– Eu sei o que aconteceu? – me aproximei indo em sua direção e paro bem próximo a ele que estava sentado. Era tão branco como Liam que diferente tinha o corpo marcado por tatuagens, já Andrew parecia uma folha de papel cheio de marcas de nascença.
– Como assim? – disse balançando a cabeça e passou a mão livre nos cachos rebeldes. – Isso foi briga no... bar. – desviou o olhar e a voz ficou um pouco alta comprovando a mentira.
– John me contou. – corto logo me sentando ao seu lado.
As paredes brancas estavam com quadros e pinturas que ele se arriscava a fazer. Era bom naquilo e um pouco sombrio. Eram criaturas de vários tipos. Parecia gostar de D&D, me lembrava muito coisas de RPG.
– É claro que ele tinha que abrir aquela boca. – resmungou e chiou de dor sem me olhar.
Sem falar nada eu retirei o saco da sua mão que já gotejava no tapete fofo também branco e coloquei na pia do banheiro e voltei para o seu lado. Andrew ficava quieto e parecia com cabeça longe.
– Por que vocês brigaram? – perguntei segurando seu rosto o virando em minha direção e ele pareceu não gostar daquilo, mas não reclamou.
Eu passei a gaze com soro no olho que não estava tão ruim assim, apenas um roxinho que se colocasse compressas durante uma madrugada, não agravaria em nada.
– Não te interessa. – disse ainda me olhando enquanto segurava seu rosto e limpava com o soro. – Eu nem sei por que deixei você entrar? – reclamou.
– Eu só estou tentando ajudar. – falo começando tentar abrir algumas brechas. – Isso está feio e se o Liam visse isso ele iria te encher o saco. – falo fingindo ver bem seu rosto o virando para os lados.