Para Michael e Liam a ilegalidade se tornou a maior aliada. Era cruel. Eles sabiam, mas aqueles sentimentos que eles começaram nutrir um pelo outro eram fortes o suficiente para ambos pularem os obstáculos que eram colocados em suas vidas.
"Será qu...
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Era ronco para todos os lados do meu pequeno quarto. Acordei com a cabeça no peio de John que roncava acima de mim parecendo um bicho dormindo e Bryan que roncava lá na sala. Posso afirmar que foi uma luta para saber que dormiria no quarto onde o colchão era mais fofo e mais aconchegante. John ganhou porque ele já tinha dormindo ali outras vezes. Eu ainda tinha um pé atrás com Bryan e não botaria ele assim tão fácil na minha cama.
Fui levantando por cima de John que dormia profundo quase nu na minha cama, pego meu celular do seu lado no criado mudo e vejo que são oito horas e pela janela confirmo o que tinha visto pela televisão: tempo nublado.
De supetão, John me segura sonolento e me derruba em cima dele novamente, me agarra e puxa o edredom nos cobrindo fazendo que eu sentisse a quentura do seu corpo que me aqueceu durante essa madrugada.
- Volta a dormir... Michi. - disse rouco embriagado de sono apertando seu corpo ao meu.
O ronco voltou e eu escapuli e parei na porta do quarto e vejo aquela cena do meu amigo deitado na minha cama bem convidativo com seu belo corpo atlético pronto a ser devorado, mas não por mim.
Quando saio pela porta me deparo agora com o outro mais bonito, mais atlético ainda, com aquele cabelo longo caído sobre o rosto e o cobertor caído pela metade no chão deixando amostra o abdômen trincado e a parte da cueca amostra levando a um caminho muito perigoso. Esse era Bryan, o moreno bronzeado, que fazia meu corpo estremecer e meu amiguinho acordar.
Depois do banho, eu faço minha oração a Virgenzinha de Guadalupe pedindo que tudo caminhe certo para mim e meus pais e agradeço por tudo que tenho ganho e conquistado. Peço sempre que ponha juízo e vigie John e hoje especialmente rezei para Bryan.
Boto o café para passar enquanto fico olhando pela janela da cozinha o movimento na rua e escutando os vizinhos e os vendo passear pela calçada de paralelepípedos e de longe os prédios do centro em meio ao céu cinza.
Recolho a roupa de John e Bryan que já estão secas graças o milagre de uma boa secadora e o vento da noite que soprava o basculante da cozinha que tinha varal e dobro colocando na poltrona.
- Oi, Michizinho. - John aparece coçando os olhos e ajeitando o amiguinho na cueca e me deu um beijo no rosto. - Eu não gosto de café, você sabe disso. - falou dando uma vistoria na geladeira e retirando a caixa de suco que ele sabia que tinha ali.
- O que foi aquilo ontem? - perguntei desligando a cafeteira e colocando café na minha caneca preta e sentei na sua frente vendo seu rosto alvo com pequenos arranhões.
- Foi algo que deveria ter sido resolvido há muito tempo. - disse bebendo o suco e me encarando com o cabelo negro todo bagunçado. - Eles são de uma outra república e pagaram por fazerem merda na nossa. - falou apoiando os cotovelos na mesa e vi que tinha um corte enorme todo sujo de sangue que secou.
- Vocês não têm jeito. - falei balançando a cabeça negativamente. - A roupa está lavada. Vá fazer um curativo nesse braço. - apontei para a ferida.