Um dia normal? Não!

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– Eu estou puto para um caralho contigo, Jonathan. – disse encostado na porta do seu quarto. – Pra não dizer decepcionado.

John estava deitado na sua cama. A luz do sol entrava pela janela acima dele iluminando seu rosto pálido cheios de hematomas. O corpo atlético alvo cheios de sinais estava de fora exibindo a consequência da briga no clube e olho direito bastante inchado.

– Não me chama de Jonathan, Michi. – disse rouco com a voz entristecida. – Eu odeio quando você briga comigo pelas merdas que eu faço. – disse puxando o lençol cobrindo o pouco o peitoral.

Me aproximo dele naquela bagunça de quarto mal pintado de azul com pôsteres de jogadores de futebol, mulheres de biquínis e troféus pendurados por todos os lados. Eu me sento na cama ao seu lado.

– Você estava vendendo droga, John. – disse virando o encarando. – Você quer que eu te elogie?

– Eu só vendi o que ia usar porque sabia que era o irmão daquele desgraçado do Coiote. – disse se justificando como se aquilo fosse a coisa realmente certa. – Eu não sou traficante nem nada. Era vingança mesmo.

– O que isso importa? – perguntei retoricamente. – Deu no que deu lá no clube e você poderia de sido morto por aqueles caras. – disse me alterando. – Olha para você todo arrebentado. – apontei e vi que ele estava com uma cara nada boa. – O pai do Bryan, o sr. Takaishi teve que se meter naquele coisa ilegal para salvar sua pele.

– Eu não pedi nenhum salvador, Michi. – disse encostado agora na cabeceira e de braços cruzados com raiva nos olhos. – O sr. Takaishi se envolveu foi por causa de outras coisas... Em fim. – disse me encarando, mas logo desviando o olhar como se tivesse dito algo que não era para falar.

– Como é que é? – perguntei semicerrando os olhos. – O que o pai de Bryan tem a ver com aquilo lá no clube? – perguntei curiosíssimo.

Ele bufou e virou a cara deixando o topete cair sobre a testa. Ele não iria me falar.

– Esquece essa história, Michi. – disse. – Seu namorado não vai gostar de saber que você ficar se metendo em assuntos que não lhe interesse. – fez um bico.

– Que namorado? – arregalei os olhos. Será que ele sabia de Liam e eu?

– Bryan. – falou. – Meus dois melhores amigos namorando... Nada poderia acabar com meu dia. Era melhor o Coiote ter acabado comigo lá no clube. – desdenhou da minha cara me fazendo enxergar aquele ciúme idiota.

– Pela Virgenzinha, John. – falei me levantando com raiva. – Eu não devo satisfação da minha vida pessoal a ninguém, mas eu não namoro Bryan, quem te disse isso? – cruzei os braços no pé da cama o encarando.

– Ele só vive perguntando o que você gosta? O que você está fazendo? – disse cínico com a voz arrastada. – Ainda se encontraram no hospital. – jogou aquilo na minha cara e olhou as unhas fingido.

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