Para Michael e Liam a ilegalidade se tornou a maior aliada. Era cruel. Eles sabiam, mas aqueles sentimentos que eles começaram nutrir um pelo outro eram fortes o suficiente para ambos pularem os obstáculos que eram colocados em suas vidas.
"Será qu...
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Eu estava usando uma blusa Polo branca enfiada dentro da calça jeans leve da cor bege. O sapatênis era um antigo meu que tinha ganhando no amigo-oculto feita na lanchonete de cor azul escuro que agora combinava muito bem com a vestimenta.
O sol brilhava e eu tinha que me proteger. Eu pedi emprestado a Bryan uma boina já que ele disse categoricamente para não usar boné no evento.
Me encarei no espelho e passei protetor solar sobre o rosto menos escuro pela queimadura – o que não adiantava em nada, já que minha pele era quase do mesmo tom – e dei graças a Deus de ter feito a barba e cortado o cabelo mais cedo o deixando curto e bem espetado. O que entrega os latinos na América do Norte são essas nossas características: pele parda, olhos poucos puxados e cabelos negros bem lisos. Era uma forte característica.
Coloquei os documentos no bolso caso alguma merda acontecesse e alguns trocadas das minhas economias para alguma urgência.
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Não demorou muito e a caminhonete de Bryan estacionou no pé da calçada, como estava já no seu aguardo eu fui em sua direção. A porta do carona foi aberta e ele sorriu ao me ver.
– Ora... Ora. – falou me analisando de dentro do carro enquanto eu entrava e botava o cinto. – Até que o mercenáriozinho sabe se arrumar. – disse virado para mim sorrindo.
Bryan estava o próprio jogador de golfe. Uma camisa xadrez vermelha de flanela e calça branca justa até as canelas, um sapatênis e uma boina negra com o cabelo escondido ali dentro. Estava um Deus, e aquele sorriso perfeito estampado na cara máscula derretia tudo dentro de mim.
– Esse é um modo de dizer que eu estou bonito? – perguntei cruzando os braços segurando o riso e esperando ele dar a partida, mas estava me encarando me deixando totalmente sem graça.
– Alguém disse que você era feio? – perguntou retoricamente dando um sorriso cínico de canto e colocou a mãozona na minha perna.
– É melhor a gente ir. – falei me virando e fitando a rua. – Você não deveria se atrasar num evento onde representa sua família.
– Michi. Você é tão sem graça. – falou se virando e ligando o carro e saiu.
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Não demorou mais de meia hora e Bryan entregou a chave ao manobrista do Clube de Baltimore, o lugar onde visualmente era a coisa mais linda que eu já tinha visto. Aquela arquitetura retangular branca com grandes janelas de vidro e a grande área florestal que cobria tudo em volta.
Bryan e eu descemos e estranhamente ele estava com um sorriso no rosto. Eu estava me sentindo muito estranho, era muita gente chique descendo de seus carros e vestiam quase o mesmo estilo de roupa.