Mais uma daquelas noites mal dormidas. Uma mistura de angústia e desconforto invadindo meu corpo pela madrugada e me impedindo de dormir. Quando fecho os olhos, as piores imagens insistemem passar na minha cabeça. Será então que meus pesadelos no fim acabaram se tornando realidade?
Acordo desesperado. Corro para a minha escrivaninha ao lado da cama. Me sento na cadeira, pego um papel e um lápis que tem ao lado e começo a escrever muitas coisas. Joguei todos os meus sentimentos pra fora em forma de palavras. Logo percebo meus olhos se encherem de lágrimas e é nesse momento que eu paro, respiro e fico parado olhando o papel e o nome do Estevão estampado quase na folha toda.
Desço para tomar café da manhã. Sento na mesa, sentindo meu cabelo completamente bagunçado e meus olhos inchados. Minha mãe tenta puxar assunto.
- Bom dia, meu amor! Como está esse coraçãozinho nesse começo das férias? - ela me abraça por trás, colocando sua mão no meu peito e me dando um beijo na bochecha.
- Bom dia, mãe - sorrio para ela. - E sobre meu coração, acho que ele tá batendo numa velocidade legal, sem novidades - minha mãe ri.
- Não está feliz? Aconteceu algo?
Ela pega a jarra com café dentro, coloca num copo para mim e me dá logo em seguida.
- Não, não aconteceu nada, é só que... - eu fico por alguns segundos pensando e olhando para o copo com café. - Nada. Eu estou bem.
Logo me esqueço de que estou conversando com a minha mãe, é óbvio que ela sacou que não estou muito bem.
- Se quiser conversar você sabe que estou aqui - ela diz.
- Eu sei, mãe - meu olhar se encontra com o dela e sorrimos um para o outro.
Meu celular apita. É o Estevão mandando mensagem.
"Vem aqui em casa hoje a noite. Precisamos conversar melhor desta vez".
Ele realmente sabe como mexer comigo. Um sorriso espontâneo se abre em mim suavemente e eu dou um gole de café com mais satisfação.
Algumas horas se passam. Eu recebo outra mensagem dele às 19:38:
"E aí, vai vir?"
Eu respondo que sim. Coloco meu moletom e vou com meu coração acelerado até a casa dele.
Chegando por lá, toco a campainha e sua tia me recebe.
- Oi, Pietro! - ela me recepciona com muita espontaneidade.
- Oi, senhora Ellen!
Nós nos abraçamos.
- O Estevão está aí? - pergunto.
- Estevão? Não está não, ele acabou de sair.
- Saiu?
Eu fico sem graça e sem entender nada. Poucos minutos atrás ele me mandou mensagem dizendo para vir até aqui e de repente ele sai? Qual é a dele?
- Ah, mas ele deixou uma coisa para você!
Ela volta para dentro da casa e logo em seguida trás para mim uma carta.
- O que é isso? - eu pergunto, pegando o papel.
- Não faço ideia - ela ri. - Mas deve servir para algo, né?
Eu rapidamente abro o envelope feito de papel sulfite e dentro há outro papel. Eu abro para ler o que está escrito:
"Caro, Pietro. Estou te esperando em um lugar secreto e você precisa adivinhar. O primeiro passo é ir até uma divisória que você conhece. Está com fome?"
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Meu Pequeno Universo
RomanceA vida na pele de Pietro pode ser assustadora em alguns alguns momentos, pois nem todos sabem lidar com a intensidade pessoal. E depois de passar por diversos traumas amorosos, paixões, ilusões, confusões, ele resolve deixar de lado a vida amorosa p...
