Capítulo Vinte Três

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Desci do ônibus ainda tentando me recuperar da viagem, havia passado muito mal durante todo o caminho até a capital.Meus enjôos resolveram voltar, fazendo assim eu passar um boa parte da viagem no banheiro do ônibus.

Peguei minhas malas,e estava seguindo para saída quando vi meu irmão parado me encarando com um sorriso no rosto. Não perdi tempo e corri em sua direção, lhe dando um grande abraço. Como estava com saudade do meu irmão, já não nos vimos a um bom tempo.

_ Então quer dizer que eu vou ser titio ? _ Vinícius pergunta, me deixando surpresa por ele estar sabendo disso.

_ Como você sabe, sobre isso?

_ Dona Magnólia, me fez o relatório completo!...., E também me disse a que horas você chegaria na capital!..., e eu fiquei realmente chateado por você não ter me ligado para te esperar! _ Meu irmão comenta parecendo chateado.

_ Eu não queria te envolver nisso, Vini!

_ Hei! você é minha irmã!, E esse bebê é meu sobrinho!... somos uma família, e uns ajuda o outro nos momentos difíceis! _ Vinícius comenta, e isso é bem típico dele. Vinicius sempre foi assim,  um grande amigo, sempre me protegendo mesmo que ele seja cinco anos mais novo que eu.

_ Obrigada maninho!...,seu apoio e muito importante neste momento!

_ Agora vamos para casa!... você está realmente precisando descansar! Sua cara está péssima! _ Ele afirma me fazendo lhe dar tapa.

Estava mesmo precisando descansar,  nem sei quanto tempo acabei dormindo.O que era bom, já que assim era uma forma de esquecer o que havia se passado comigo. Já que quando estava acordada eu não conseguia esquecer um certo peão.

As vezes me pegava imaginando,qual seria sua reação se eu tivesse contato sobre minha gravidez. Ele sempre dizia que queria ter vários filhos, que queira cria -los na fazenda e ensinar tudo que havia aprendido com o avô.Mas eu nunca vou saber  oque ele faria, pois agora será os filhos de Valéria que teram esse privilégio. Enquanto meu filho só terá a mim e mais ninguém, ele nunca saberá quem é seu pai.

Os dias seguintes não foram como eu imaginava, meu enjôos não davam trégua. Não conseguia me alimentar, e o pouco que comia acabava jogando fora. Tudo me deixava enjoada, dês do creme dental até a colônia que meu irmão usava.Tinha dias que mal conseguia levantar da cama, e ligar para Elisa e meus pais estava se tornando uma tarefa difícil. O pior de tudo e ver o olhar de preocupação do meu irmão, cada vez que ele tinha que sair e me deixar sozinha. E as vezes penso , que ter vindo morar com ele não tenha sido uma boa ideia.

_ Olá Dona Magnólia, você ligou cedo hoje! _ Digo assim que atendo a chamada de vídeo da minha mãe. E me surpreende vê- lá fazendo isso, já que ela nunca gostou de coisas que envolvia tecnologia.

_ Eu estou preocupada com você!... Vinícius disse que você não está se alimentando direito!

_ Mãe, Vinícius está exagerando!...,eu sempre como alguma coisa quando ele não está aqui! _ Digo tentando convence -la.

_ E dês de quando macarrão instantâneo e yorgute com biscoito de sal e uma refeição ,Helena?....Eu não deveria ter concordado com você ir embora...., você deveria estar aqui conosco, aonde poderia cuidar de você!

_E  envergonhar vocês, quando todo a cidade descobrisse que eu estava grávida? _ Indago tentando argumentar meus motivos.

_ E oque vale isso agora?....,tem a imagem limpa, e ver minha filha definhando sozinha a quilômetros de distância sem poder fazer nada!...Eu não aguento mais te ver assim, Helena! _ Minha mãe diz enxugando as lágrimas. E já fazia muito tempo que eu não à via tão preocupada comigo.

_ Eu estou bem, mãe!. _ Digo antes dela desligar, já que não tinha mais condição de falar.

Eu sei que estava tentando passar confiança para minha mãe, dizendo que estava tudo bem. Mas, tudo que eu mais queria neste momento é estar perto dela, e receber um pouco do seu carinho e dos seus cuidados.

Dois dias haviam se passado dês da conversa com minha mãe, e eu estava no cozinha tentando engulir aquele macarrão instantâneo sem tempero algum a não ser sal, mas meu estômago embrulhava apenas de olhar para ele.E agradeço mentalmente quando a campainha toca, e eu possa dar um tempo para aquela tortura.

Me arrasta a passos lentos até a porta, pois a cada dia me sinto mais fraca. E os sinais disso já começavam à aparecer,nos meus quilos a menos e nas minhas profundas olheiras.  Abro a porta imaginando que deveria ser  Vinícius, ele vivia esquecendo a chave do apartamento.
Mas invés do meu irmão, quem está ali parada me encarando assustado e à última pessoa que imaginaria ver na minha  frente.

_ Pedro....! _ Digo, antes de ver meu mundo girar e tudo se tornar um breu.
            "🌷💔🐎"

E se fosse Verdade?Onde histórias criam vida. Descubra agora