Capítulo Trinta Sete

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Pedro

Já fazia um bom tempo que estava acordado, eu observava Helena dormir tranquila. Ela tinha o rosto sereno e até parecia esboçar um começo de um sorriso.

Enquanto eu me perguntava se aquilo era realmente verdade?.

Pois alguns dias atrás eu achava que era impossível estamos juntos. Já que Helena não queria saber de mim e nem acreditava no meu amor por ela. Minha vida tinha perdido o sentido, e tudo que eu queria era esquecer o que eu sentia por Helena. Eu me sentia um idiota, um azarado. Já que Helena esteve ao meu lado todos esses anos, e eu nunca à tinha notado, e quando descobri que à amava acabei à perdendo.

E por essa razão que é difícil acreditar que estou aqui, deitada com ela ,à vendo dormir. Acariciando sua barriga de quase sete meses, sentindo nossa filha se mexer várias vezes. Como se quisesse dizer que também está feliz por estarmos juntos. Não sei se sou merecedor dessa felicidade?. Mas agradeço muito tem finalmente meus tesouros ao meu lado.

Infelizmente não posso passar o dia inteiro trancado no quarto com Helena, e devo confessar que cogitei essa possibilidade várias vezes. Mas com toda certeza meus sogros não aprovaria, já que estamos morando na casa dos pais Helena.Ela não quis ir  morar novamente na fazenda com receio de que minha mãe aparecesse e a humilha- se como fez da última vez. E tenho certeza absoluta que minha mãe seria capaz disso, e até algo pior. Ela acho que por eu ser seu único filho, tem o direito de tomar decisões sobre minha vida.

Dou um beijo no rosto de Helena e sai sem fazer barulho, para que ela possa dormir um pouco mais.A cada dia sua barriga fica maior, oque à impedi de achar uma posição confortável para dormir. E tudo que eu quero, é que Helena fique tranquila e feliz para poder ter nossa filha em paz.

Em poucos minutos chego na fazenda, e vou até o estábulo pegar o Trovão para irmos ver o gado nas pastagem, pois é isso que gosto de fazer estar ao livre junto com os animais, trabalhando com os outros peões.

_ Olha só! chegou cedo hoje!...Achei que você ficaria em casa aproveitando sua lua de mel! _ Zeca aparece com seu sorriso debochado tirando uma com minha cara.

_ Bem que eu queria!...,mas tenho uma filha a caminho, e tenho que trabalhar....,a lua de mel fica para depois!

_ Isso mesmo!...E tem que ser um lugar incrível!...., pois você e Helena merecem, depois de tudo que passaram para ficar juntos! _ Zeca comenta e tenho que concordar com ele. Pois parecia que tudo estava contra a nossa felicidade.

_ Bom dia meninos! _ Dona Maria mãe de Elisa chega no estábulo com uma expressão preocupada, e isso me deixa receioso.

_ Bom dia Maria!.... aconteceu alguma coisa? _ Indago rezando que não seja nada com Helena.

_ Sua mãe acabou de chegar, e quer conversar com você!....,e está acompanhada de Valéria.

_ Tudo que eu menos queria logo de manhã era encontrar aquelas duas juntas! _ Comento já me sentindo cansado antes mesmo de iniciar aquela conversa.

_ Mas acho que você não terá escolha! _ Zeca afirma sabendo muito bem como é minha mãe.

Sem outra alternativa me encaminho até a sedia, já me preparando psicologicamente para encontrar minha mãe. Com toda certeza a essa altura ela já sabe que eu e Helena nós casamos.

_ A senhora queria falar comigo? _ Digo assim que entro na sala.Ela está lá com sua posse de superioridade ,junto com Valéria sentada ao seu lado como um cão de guarda.

_ Sim,... pois se não você Valéria ter me contado sobre a insensatez que você cometeu, eu não acreditaria! _ Ela diz, igual como ela fazia quando eu era criança e a tinha contrariado.

_  Pra senhora pode ser insensatez!...pra mim se chama amor!

_ Que amor!... você só fez isso porque acha que aquele bastardinho que aquela vigarista está carregando é seu! _ Ela diz me fazendo perder a calma.

_ Aninha é minha filha!...e eu tenho absoluta certeza disso!....,e eu me casei com Helena porque à amo, porque ela é a mulher da minha vida..., porque ela me aceita como sou, e não tenta me transformar num almofadinha de terno e gravata._ Afirmo olhando para Valéria, e à vejo escolher no assento.

_ Estou vendo que terei ser mais enérgica com você,Pedro Henrique!....se você não acabar agora com esse casamento, eu te deserdo!..., você não poderá mais administrar a fazenda, não será mais sócio do frigorífico e não herdará sequer um vintém meu quando eu morrer!._ Minha mãe diz, e isso não me surpreende.Se ela acha que eu vou ceder a suas chantagens, ela está muito enganada. Mesmo que ficar longe da fazenda, um lugar aonde vivo dês de criança ,seja horrível.

_ Se assim que a senhora quer!..., assim será!...,acho que não tenho mais nada pra fazer aqui! _ Saio da casa sem menos olhar para trás.

Me cansei de fazer as vontades da minha mãe. Não irei deixar Helena e minha filha por nada desse mundo.

_ Pedro você não pode fazer isso!..., não acredito que você vai abrir mão de tudo por causa de Helena,....a fazenda sempre foi sua vida! _ Valéria diz segurando meu braço.

_ Minha vida agora, é Helena e minha filha!...., não adianta você é minha tentar fazer alguma coisa para me separar dela, isso não vai acontecer!

_ Ótimo!..., você não quer voltar pra mim!.... mas também não ficará com ela! _ Ela diz voltando para casa.E esperava que ela e minha mãe me deixasse em paz, para viver com Helena.
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