Alexia Meunier não esperava encontrar alguém tão difícil de lidar, prestes a completar dezoito anos, a garota se vê completamente curiosa para saber mais do novo vizinho, policial e motivo das suas crises, tanto boas, quanto ruins
Stefan Chambers...
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A L E X I A
Era uma quarta-feira, para mim, um dos piores dias da semana. A universidade era em tempo integral de quartas, ou seja, são cinco horas da manhã e eu estou me preparando para entrar as sete e sair as sete da noite. Levantei pisando duro, minha mãe, como sempre, não estava em casa.
Me levantei e tomei um bom banho, enrolada na toalha, eu andava pela sala procurando a bendita da minha sandália. Foi quando a porta foi aberta, de costas, achava que sabia quem era.
— Porra Jonas, não sabe bater não ? — Olhei para trás e parei no lugar ao ver o meu vizinho
— Depois de te ver assim ? Prometo bater mais — Sussurrou, mas eu escutei, isso mesmo Brasil, eu ESCUTEI.
— Como disse ? — Me fiz de Kátia a Burra
— Nada, eu volto depois
— Não, espera, o que você queria ? — Ele se voltou para mim.
— Eu vim perguntar se você tem açúcar pra eu terminar de fazer o meu café, e como você invadiu minha casa semana passada, não imaginei que teria problema eu entrar
— E não tem — falei logo — Eu só estava procurando um sapato que eu perdi no meio da sala, como sempre — ele riu — O que foi ?
— Aquele ali ? — Apontou para a minha sandália que estava metade debaixo do sofá
— Aí está você ! — Disse rindo — Vou me vestir, pode pegar o açúcar na cozinha
— Poderia ficar assim mesmo — disse num tom brincalhão
— E você poderia ser menos pervertido
— Longe de mim — rimos.
Me vesti rapidamente, pensei que ele já tinha ido embora, mas ao voltar para a sala, lá estava ele, estirado no meu sofá, assistindo o jornal da manhã.
— Abusado ! Vai pra sua casa — Joguei um pano qualquer na cara dele
— Aqui estava tão bom, que acabei ficando
— Que ousadia a sua, mocinho !
— Ei, a adolescente aqui é você — Se levantou, e como era muito mais alto que eu, se aproximou me intimidando — Anda logo, vou leva-la até a universidade — Me olhou com firmeza
— Não quero, logo eu terei dezoito, e já sou uma mulher e sei me virar, dispenso sua carona — Revirei os olhos
— Então que bom que eu não perguntei se aceitava, anda logo, estou te esperando lá embaixo — Pegou minha bolsa com todos os meus materiais e saiu, sem me dar tempo de recusar e sem a minha bolsa, não poderia ir, filho da mãe !
Bufei, não me livraria dele, então apenas fechei a casa e saí.
Ele dirigia atento, sem pressa, seu carro cheirava a malbec e shampoo, uma delícia, assim como ele. Quando parou na frente da universidade, peguei a minha bolsa, suspirei e o olhei, nunca sei como me despedir das pessoas.
— Bom...obrigada — Sorri sem mostrar os dentes
— De nada, mal criada — Sorriu, que sorriso maravilhoso, molhei.
Me inclinei e ele não se afastou, não se moveu, seu olhar desceu para a minha boca, então eu beijei-lhe a bochecha, de onde saiu essa coragem ? Sei não.
Ele respirou de forma pesada, como se esperasse algo mais, como se sentisse alívio, ri da sua expressão e saí do carro.
— Eu te busco as sete e meia, mal criada — Gritou enquanto eu me afastava
— Sabe que não vai me encontrar aqui, vou fugir de você — Gritei de volta
— E você sabe que eu sempre vou te encontrar, e te levar pra casa — Olhei para trás uma última vez, ele sorria convencido, onde eu fui me meter ? Um policial vulgo gostosão, agora quer cuidar de mim como sua garota
Talvez eu queira ser sua garota por algumas horas
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