•livro totalmente independente, porém se quiserem entender melhor, leiam sem razão antes•
Ele não é bom, ele não é a luz, não é a calmaria, muito menos a paz.
Ele é um caos, formado por cacos que cortam a quem tocar.
E ele sabe que não é bom pra ni...
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Eu não entendo, juro que não entendo o que porra tá acontecendo.
Bato na pia, frustrado pelos cacos do espelho que estavam sobre meus pés agora.
Acendo um cigarro, colocou ele entre os lábios, o tragando como se fosse me devolver a paz, mas eu preciso de mais.
Bufo olhando meu reflexo pelo o que sobrou do espelho.
Eu quero entender o por que tudo em mim quer deixar que ela se aproxime e mostre mais como é isso.
Nunca na minha vida alguém cuidou dos meus machucados, não lembro a última vez que me elogiaram e não conta elogiar ao pau.
Não entendo o porque ela não se afastou quando eu disse aquelas merdas e eu não sei porque achei uma boa ideia apanhar por ela, não entendo porque minha mente quer tanto voltar pra um passado que tanto me machucou.
Solto a fumaça, procurando a melhor alternativa pra tentar esquecer essas merdas.
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Eu não sei o nome da morena em baixo de mim, ela também não parece se importar por que implora por mais, com mais força, mais rápido e eu dou tudo isso a ela.
Mais e mais, cada vez mais rápido, a penetrando fundo, fazendo ela gritar num quarto que nem nosso é.
Ela me puxa cada vez mais perto, ela quer ser fodida, então eu a fodo com força, sentido meu corpo pegando fogo com ajuda da cocaína.
Hoje eu fui mais longe do que já tentei ir, a cocaína agiu rápido em mim, sinto meu corpo leve mesmo metendo com força.
Aperto mais meu corpo contra o o dela, assim que sinto o prazer dela chegando, ela treme em baixo de mim, gritando meu nome.
Sorrio ao ver sua face cansada me olhando meter, mas não demora muito pra minha vez chegar.
Me jogo ao lado dela, eu preciso de mais.
Me levanto, colocando a roupa, ignorando a morena me chamar.
Saio do quarto procurando o ruivo que me deu a cocaína, passo pelo meio das pessoas procurando o Daniel.
—Eu preciso de mais. -peço entregando o dinheiro a ele, mas ele nega. —Daniel, para de idiotice e me dá essa merda logo.
Insisto e mais uma vez ele nega.
—Não faz nem 30 minutos cara, é sua primeira vez com ela, vai com calma.
Ele sorri torto e me entrega um copo com alguma bebida, a qual eu bebo só de uma vez, a música parecia ficar cada vez mais alta.
Nem me dou conta de como fui parar no meio do pessoal dançando, sou pego de surpreso por alguém que me puxa, encostando a boca contra a minha, a correspondo sem pensar em mais nada, sentindo sua mão entrar dentro da minha camisa, mas uma pontada de dor me faz se afastar quando ela aperta o lugar machucado.
Torci o nariz quando vi que era a Bride, ela tenta de novo mas eu a impeço, desviando-me dela.
As luzes da festa começam a me confundir, caminho pra longe passando pelo pouco espaço que tinha, tento puxar o ar, mas estava fugindo fugindo de mim.
Continuo passando pelas pessoas, empurrando quem entrava na minha frente até achar uma porta pra sair.
Respiro aliviado por estar do lado de fora, soco a parede, sentindo bolo se formar em meu peito.
—Você tem que se acalmar.
Falo pra mim mesmo, enquanto procuro algum cigarro.
—PORRA. -Grito assim que percebo que não tenho nenhum, chuto a porta com força.
-Eu não quero esse garoto aqui-Meu pai grita apontando pra mim. —Foda-se se sua irmã não é capaz de cuidar de uma criança, mas não vou aceitar mais ele aqui, você viu o que ele fez com O NOSSO filho?
Minha "mãe" apenas abaixa a cabeça enquanto ele grita perto do rosto dela e continua com a cabeça abaixada quando ele me puxa com força pelo braço, me arrastando até o meu quarto, eu pedi desculpas, mas eles nunca me escutam.
—Para de pensar, para de pensar.
Bato na minha própria cabeça, tentando tirar essas lembranças da minha cabeça, mas desde que eu "fugi", elas vêm pra me lembrar de como me trataram, mesmo eu ignorando a existência deles, essas lembranças trazem a tona tudo o que senti.
Sinto uma mão no meu ombro, mas me afasto em um movimento brusco.
—Você tá bem? -Bride pergunta, se aproximando e eu continuo me afastando, me viro de costas pra ela e caminho pela rua, procurando meu carro.
Mas ela continua me seguindo, posso ouvir os paços dela tentando me alcançar.
—Da pra você parar de me seguir. -Peço ríspido, mas ela continua vindo atrás de mim.
—CARALHO. -grito sem paciência, me virando em direção a ela, que me encarava no meio da rua. —O que você quer?
Pergunto.
—E...eu...-bufo voltando a dar as costas pra ela. —Pode me dar uma carona?
Ela pede, alto o suficiente pra eu ouvir e ignorar, entro no meu carro quando finalmente o acho, passo por ela, que me encarava sem reação.
Bato no volante enquanto tento dirigir sem bater em nada.
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