•livro totalmente independente, porém se quiserem entender melhor, leiam sem razão antes•
Ele não é bom, ele não é a luz, não é a calmaria, muito menos a paz.
Ele é um caos, formado por cacos que cortam a quem tocar.
E ele sabe que não é bom pra ni...
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E pela milésima vez, eu pergunto por que caralhos eu vim, talvez no fundo eu saiba, mas odeio a resposta que minha mente me dá.
Odeio a resposta que meu corpo tem ao observá-la de longe, tudo nela esbanjava felicidade, ela dançava como se estivesse sozinha, não tinha nada de sexy em seus movimentos, ela ria, pulava e dançava fora do ritmo, mas mesmo assim, continuava assustadoramente atraente.
Ela provavelmente é a única em toda a festa, vestida de calça.
Suspiro levando o copo com um líquido vermelho até a boca, bebendo de uma vez só a bebida que eu nem sei o que é, mas aceitei quando me deram.
A música estava alta, cada vez enchia mais e pela primeira vez, eu estou limpo em uma festa, sem drogas, muito menos embriagado.
Isso é mais assustador ainda.
Suspiro, largando meu copo em um lugar qualquer, me obrigando a olhar pra outra coisa que não seja a Cora dançando.
Me sento em um sofá que achei em um área afastada, ignoro o casal se pegando e me sento ao lado deles, tombando minha cabeça para o encosto do sofá.
Me sentindo frustrado e eu nem sei o porque, talvez seja por eu ser covarde demais pra olhar pra cara do Logan, talvez seja porque não compreendo minhas ações ultimamente, eu não sei aonde eu falhei pra estar me sentindo assim.
Não me falta nada e eu não consigo evitar de me sentir assim.
Encaro o teto, contando as quantidades de luzes que tinham, minha paz não durou muito quando um par de olhos castanhos apareceu do nada, me dando um baita susto.
Quase que eu bato minha cabeça na dela, mas ela foi mais rápida.
—Qual é o seu problema? -pergunto ao me virar e encarar ela rindo.
—Eu não sabia que você iria vir. -Ela cometa, tentando manter as palavras firmes.
Mas ela estava nitidamente bêbada.
—Nem eu. -falo enquanto a observo se espremer ao lado do casal se beijando, se apertando ao meu lado e por incrível que pareça, ela não começou tagarelar.
Ela deita a cabeça em meu ombro e eu não me afasto, volto a deitar minha cabeça no encosto do sofá, mas dessa vez fecho os olhos enquanto sinto a respiração dela.
—Eu odeio esse cabelinho. -ela murmura ao meu lado, puxando meu cabelo, eu seguro o punho dela, afastando os dedos dela do meu cabelo.
Ela bufa e desiste de tentar tirar uma mecha da minha cabeça.
—Ele parece um intruso, vou voltar a dançar, você vem? -Ela pergunta, com uma voz manhosa.