•livro totalmente independente, porém se quiserem entender melhor, leiam sem razão antes•
Ele não é bom, ele não é a luz, não é a calmaria, muito menos a paz.
Ele é um caos, formado por cacos que cortam a quem tocar.
E ele sabe que não é bom pra ni...
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Olho para o número que estava brilhando na tela do meu celular, tentando manter a respiração estável, mas falhei miseravelmente.
E eu atendo, sem saber ao certo o porquê.
—Filho? -Ela chama, mas eu não respondo, apenas fecho os olhos. —Tá me escutando? -Ela pergunta e eu continuo em silêncio. —Eu só queria saber mais de você, de como você está, eu só preciso disso, por favor. -Ela praticamente implora. —Por favor.
Ela pede de novo, mas dessa vez eu desligo, jogando o celular longe, me sentindo sufocado por tudo o que senti hoje. Me sentindo sufocado por essa ligação e por não ter me importado mais do que me importei quando vi Cole junto com a Cora.
Que porra, não lembro a última vez que senti ciúmes de alguém, de todas as garotas que eu já tive, eu nunca realmente senti nada parecido como hoje.
Ainda mais quando eu a vi rindo de algo que ele disse, isso não é normal pra mim, isso não é certo.
Levo o cigarro até a boca, tentando me manter calmo. Nada disso parece certo e mesmo que eu queira acreditar nisso, não consigo convencer a mim mesmo.
Isso é tão confuso, passo as mãos no rosto, buscando alguma solução.
Antes dela era tão mais fácil, tão mais fácil ir embora, sinto meu peito descer e subir com força.
Apago o cigarro, sabendo que ele não vai ser capaz de me dar paz, não hoje.
Pego meu celular, ligando para o Daniel.
—Meu cliente favorito. -Ele diz alto, já que estava uma barulhada no lugar. —O que deseja?
Ele pergunta.
—O de sempre. -Falo tombando a cabeça pra trás, ele fica calado por alguns segundos. —Você vai ter que vir pegar cara, a não ser que queira esperar a festa acabar.
Suspiro impaciente, sabendo que não vou esperar.
—Qual o endereço?
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Entro na porra da festa, barulhenta como o inferno.
Passo pela multidão, sem me importar o quantos de pés eu pisei, vou pra onde o Daniel disse que estaria.
—Fala, cara. -Ele me cumprimenta assim que me vê. —Tenho uma nova.
Ele diz me entregando um pacote.
—É boa. -Ele afirma e eu abro a pacote, sem me importar. —Que cara é essa?
Ele pergunta me analisando e eu dou de ombros, não vou desabafar com ele.
Não vou dizer que eu não sei lidar com a porra desse sentimento que se apossou de mim e que na maioria do tempo eu penso no que fazer pra Cora sorri, e isso nem é difícil de fazer.
Eu não vou falar pra ele que meu coração bate mais forte quando ela tem que ir embora, muito menos que a melhor parte do meu dia são quando eu estou com ela.
Não vou dizer que senti vontade de partir o Cole no meio quando ele a fez gargalhar, não vou falar que tudo o que eu queria é estar em paz comigo pra poder ficar com ela.
Mas eu não consigo, eu vivi a porra de um caos constante na minha vida, fugi dele, mas uma coisa que aprendi é que não tem como fugir do Caos sem o enfrentar e eu sou covarde demais pra isso.
Tudo em mim é um caos, minha mente, meus sentimentos, minha vida e no caos não há paz, infelizmente isso é uma coisa que não vou poder dar a ela.
—Vai com calma, bronw. -Ele diz assim que vê eu colocando outro comprimido na boca.
—Aonde fica as bebidas? -Pergunto olhando em volta.
—Sei lá. -Ele responde e eu bufo, saindo pra procurar e quando eu acho, não penso duas vezes antes de encher meu copo.
Mas quando eu levo á bebida até a boca, a primeira coisa que eu lembro é da Cora me falando pra não exagerar, tudo o que eu queria é conseguir esquecê-la.
Bebo o copo de uma só vez e o encho novamente, fechando os olhos quando a música alta começou a virar zumbidos.
Passo as mãos no rosto, tentando me livrar do sorriso dela que ficou grudado na minha mente.
Encho mais um copo e faço a mesma coisa que antes, passo pelo meio da multidão até a saída, bebo toda bebida do copo e o jogo no chão, finalmente chegando até o lado de fora.
Olho para o céu nublado e a única coisa que penso é em como ela vai se sentir quando começar a trovejar.
—Brown? -Me viro em direção a voz que me chamou. —Ou Aaron? Não sei como te chamar.
Bride diz se aproximando e eu me afasto, ignorando a presença dela, ela suspira.
—Eu não entendo, você lembra o quanto eu tentei? -Ela diz e eu sorrio de lado, lembrando que na última tentativa falei "sai, vadia".
Deu certo, pelo menos até agora.
—E o que ela precisou fazer? Falar sobre a vida medíocre dela, rir para o vento, se meter na sua vida? -Ela se aproxima, colocando a mão no meu ombro, mas eu não me afasto, queria ver o quão longe ela iria com isso.
—Eu não entendo, por que ela? -Ela coloca uma das mãos no meu rosto. —Ela é a pessoa mais irritante que eu já conheci.
Bride diz e eu sorrio.
—Eu também acho, ela é a pessoa mais irritante do universo. -Murmuro, vendo ela sorri também. —E a única que eu considero gostar.
Completo tirando as mãos dela de mim, me divertindo pelo olhar cheio de raiva que ela me lança.
—Boa noite pra você. -Ironizo indo em direção ao meu carro que não estava tão longe daqui.
Me sentindo menos pior.
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