(30) Shine, Shinie.

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Junho de 2020.

Era difícil ser eu.

Não, não vai embora! Eu sei que sou desinteressante, mas a vida - ou destinos - quando se trata de mim, é bem agitada.

Mas mesmo assim, às vezes, é bem difícil ser eu.

Eu sou Kim Wooseok, filho de Kim Hanjoon. Nós moramos em Jeju, uma ilhazinha beeem bonita na Coreia do Sul. Eu gosto daqui. Na verdade, eu amo.

Conhecer turistas, passear nas praias quando sair da escola. Jeju é um perfeito ponto turístico para viagens em família ou de casais, porém, aqui estou eu, com 17 anos de vivência em Jeju. Ou seja, sim! Desde que nasci.

Meu pai diz que eles moravam em Seul quando minha mãe estava grávida, mas no último mês vieram para cá.

Daí, eu nasci, e infelizmente, minha mãe veio a falecer no meu nascimento. É difícil entender que para eu ter nascido, ela teve que morrer, porém é uma dor quase silenciosa em mim. Eu sempre tive meu pai, e meu pai era tudo para mim. E tudo o que eu tinha.

Amigos? Eu tinha um melhor amigo, e outros amigos que certamente contaria nos dedos, mas para mim, eram os necessários e únicos na minha vida. E tinha.. ele.

O garoto que eu encarava faz cinco minutos em seu treino de natação.

Cho Seungyoun. Ele estava no terceiro ano e fazia parte do clube da natação da Jeju's School. E eu, Kim Woosik, vinha todos os dias, no mesmo horário, num total de 138 dias até a quadra de natação e o observar nadar.

Porque o final era mais gratificante ainda.

Eu ficava ali: lendo, desenhando, escutando música, escrevendo. Dali, eu sempre tinha às vezes com quem falar, e como disse no início, eu tinha amigos, poucos, e consequentemente, eram também amigos de Seungyoun. Como Son Dongpyo, que acabei me despedindo assim que entrei na quadra, e que era um dos garotos mais fofos que eu já conheci na minha vida. Ele se tornou meu amigo por termos uma semelhança muito legal, que era desenhar. Eu adorava isso e aliás, ele desenhava muito bem.

Não quero ser modesto, mas eu também.

Ele era o meu amigo mais novo daqui: tinha 15 anos, estava no Fundamental enquanto eu já estava no primeiro ano do ensino médio, como os outros. Não tem muita diferença, eu sei, mas ele é um bebê.

E tinha o Han Seungwoo, líder do clube de natação. Ele era bonitinho, gentil, mas nunca passamos muito além dos "oi" trocados. E tinha o Hyeongjun, que era meu colega de sala. Tinha os irmãos Lee, mas particularmente eu gostava mais do Hangyul do que Eunsang. Ele era legal, mas falava demais e não fazia parte do clube, era do de música junto com Hyeongjun. Mas ainda assim, era meus amigos naquele caos concentrado que era a escola.

E eram esses meus amigos que também eram amigos de Seungyoun. Além deles, eu tinha Nam Dohyun. Ele tinha dezessete anos, e estava no primeiro ano comigo, na mesma sala, diferente dos outros que estavam no primeiro também.

Ele é o amigo mais incrível de todos! Dança, faz rap e compõe. Nós éramos amigos desde os 5, por uma briga de quem comeria o último bolinho da lanchonete, e nunca mais nos desgrudamos.

— Não sabia que estava ainda aí. — Seungyoun me despertou do transe, e ergui o olhar até ele, que estava a minha frente e já coberto com um roupão. Os cabelos estavam molhados, e o deixavam com um ar charmoso, como se ele já não tivesse esse tal "ar".

Eu sorri pequeno e neguei com a cabeça, me erguendo da arquibancada e abraçando meu livro.

— O que está lendo hoje?

Pleasure || TaeJinOnde histórias criam vida. Descubra agora