Onde ele está?

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Deveriam ser cinco da manhã. O Sol mal havia nascido e ele batia na minha porta.

Olhei o relógio.

  5:02.

Era bom você ter um ótimo motivo Colin ou o jogaria pela janela.

  Não.

  O poria de ponta cabeça e o faria beber um copo de leite para que saísse pelo nariz e, aí sim, o jogaria pela janela.

-O que você quer?

  Colin ainda cheirava a vodca, sexo e um toque de desespero.

A pequena "reunião" que ele deu noite passada para os amigos mais próximos, e algumas pessoas que não conhecia e que claramente foram revistadas antes de entrarem, deveria ter acabado só agora.

E lá estava ele.

  Bêbado e semi-nu na porta do meu quarto às 5:03 da manhã.

-É uma energêcia!

  Ele cambaleou se apoiando no batente da porta, os olhos semicerrados, lutando para se manter acordado.

-Uma "emergência" você quer dizer. -Cruzei os braços observando a lastimável decadência juvenil, ainda um pouco sonolenta.

-Tanto faz!

Ele fechou os olhos se concentrando no que ia falar e em não vomitar no tapete no processo.

Só então eu percebi que Brigit estava atrás dele à um passo de intervir e falar ela mesma. Sem falar, que um pouquinho de vergonha também, corada pela falta de pudor do meu irmão e seus músculos bem definidos.

-Bom dia, Brigit. Acho que seria mais prudente perguntar a você o que está acontecendo. -Me dirigi a jovem moça ignorando a silhueta incurvada de Colin ao meu lado.

-É o príncipe Anthony, senhorita.

  E isto suficiente para me acordar de vez.

.......

17 horas.

17 horas foram necessárias até que um de nós desaparecesse.

  17 horas desde que meus pais haviam viajado e o palácio já estava um caos.

Perdi um dos meus irmãos enquanto o outro vomitava em qualquer vaso que encontrasse pelo corredor.

Ele e todos os outros funcionários do palácio a procura da figura pequena de olhos claros, cabelos castanho-claros, bochechas gorduchas e provavelmente com seu pijama de ovelha.

Afinal, um membro da família real tinha desaparecido.

E se não o encontrássemos antes do almoço, a guarda nacional deveria ser alertada.

E eu, com certeza, não gostaria que meus pais descobrissem do submisso de Anthony pelo jornal da tarde. Embora, esperasse que eles nunca descobrissem sobre o acontecido.

  Sem dizer, que a ideia do exército revistando cada centímetro do palácio não me apetecia.

Tínhamos que encontrá-lo, percebi. E já!

-Quando foi a última vez que o viu? -Perguntei a Brigit que me seguia olhando uma segunda vez em todos os cômodos que eu vasculhava.

-Quando fui levar leite para ele às 3:40, alteza. Ele costuma acordar no meio da noite quando vossas majestades viajam. Mas nunca fez nada assim antes.

-Eu sei. -Olhei debaixo de um sofazinho no corredor. Quem sabe, não é?

-Por que ele sairia do quarto sem avisar ninguém? -Perguntei mais para mim mesma, Brigit respondendo:

Um estranho no palácioHistórias para pegar e não largar. Descubra agora