Um pedido

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  Estava de mal-humor, isto era um fato.

  Eu mesma já estava me achando insuportável, mal podia imaginar pelo o que os outros estariam passando, tendo que lidar com a versão menos agradável de mim mesma.

  Sem falar, que Aaron não estava ajudando, muito menos minha mãe que interpretava o papel de mãe da noiva muito bem, me obrigando a experimentar seu vestido de casamento e ainda olhar inúmeros outros modelos com a estilista da família.

  Mas depois que ela me pegou para tentar ter "aquela" embaraçosa conversa, comecei a me desesperar, me levando a convocar nosso diversificado e nada convencional conselho.

  -Olha, é claro que estamos adiando o inevitável. -Pam declarava no meio da metade do cômodo que desocupamos para abrigar nossa pequena rebelião.

  O sótão se tornando nossa improvisado, empoeirada e apertada base.

  -Estamos evitando este assunto a tempo demais, e não sairemos daqui até alguém ter uma maldita ideia! -Disse batendo o pé e esperando alguém se pronunciar, cruzando os braços e perguntando ao não receber nada mais que silêncio: -Alguém?

  -O quê? Você quer que, de repente, só porque mandou, acenda uma lâmpada acima da cabeça de um de nós junto de uma brilhante solução, que, por sinal, ninguém pensou nestas últimas três semanas? Ótimo plano.

  Colin também não se encontrava em seu melhor estado. Esparramado em uma poltrona velha, perigosamente perto do rifle de caça do vovô, o qual eu não fazia a mínima ideia de se ainda funcionava. E não queria descobrir do pior jeito, então era melhor só ignorar seus comentários ácidos e seguir adiante.

  -Pelo menos ela está tentando fazer alguma coisa além de ficar emburrada o dia inteiro acabando com o astral de todos os outros à sua volta. -Mark provocou encostado com os braços cruzados na parede oposta da de Colin.

  O que, infelizmente, não era afastado o suficiente para ser considerado uma distância segura do meu irmão.

  Mark havia se juntado a nós a pouco tempo e em situações não muito favoráveis, estando ali mais por obrigação do que por qualquer outra coisa. E demoraria um pouco até que ele entendesse como as coisas funcionavam aqui, principalmente, que não se incomodava um urso ranzinza ou você poderia perder a cabeça, ou ser deportado.

  No final, meu irmão, para o alívio de todos, simplesmente,  lhe lançou um olhar de desprezo voltando a se recostar no encosto da poltrona.

Graças. A. Deus.

A última coisa que queria era ter que separar os dois de uma briga.

  -Eu acho que o ar está ficando um pouco pesado. -Seth interviu ocupando o lugar de Pam na roda. -Muita negatividade e estresse acumulados. Estamos aqui para resolver um conflito, não criar outro. Por isto, vamos todos nós nos acalmar e agir com civilidade.

  James acertou Seth no rosto com uma bala de espuma de sua arma de brinquedo, parecendo muito orgulhoso de sua mira.

  Olhei para Seth um tanto receosa e ao mesmo uma vontade repentina de começar a gargalhar, mesmo sabendo que não era apropriado.

  James atirou mais três vezes antes de Jonathan conseguir tirar a arma de meu irmão.

  Seth fechando os olhos e respirando fundo.

  -Tudo bem. -Ele forçou um sorriso para ilustrar sua paz de espírito. Mas por algum motivo aquilo só me fez me encolher mais em meu assento.

  O sorriso compreensivo de Seth era intimidador.

Um estranho no palácioHistórias para pegar e não largar. Descubra agora