Deixei Anthony com Brigit e fui direto para o escritório do rei.
O ministro da defesa, Menfor, dois generais e o primeiro ministro já me aguardavam ao redor da mesa de meu pai.
-Alguém pode me atualizar? -Fui para trás da escrivaninha de frente para os cinco senhores que me observavam atrás de ordens.
O ministro da defesa foi o primeiro a se pronunciar:
-Bombardearam a cidade com 15 caças de longo alcance. Até agora foram confirmadas 2856 mortes e 3098 feridos.
Minha boca secou, eu ficando levemente enjoada.
-Alguma exigência? Algum pronunciamento? -Quis saber tentando me situar.
-Nada ainda, vossa alteza.
-E nem precisa! Isto é um claro ato de guerra! Devemos revidar antes que nos ataquem novamente. -General Hirem esbravejou.
-Pode ser um ato de guerra, mas nem por isto devemos começar uma! -Seu companheiro mais baixo e rechonchudo argumentou. -Devemos negociar paz ou começaremos algo que não teremos como acabar!
-Acha que eles querem paz? Tantos anos cercados de ameaças... Por que acha que nos atacaram logo agora? Se querem sangue, é sangue que terão!
-E sacrificar nosso povo?
-Com certeza não podemos deixar estas mortes passarem despercebidas!Temos que demonstrar força! Mostrar que não ficaremos parados enquanto eles nos atacam!
E enquanto os dois discutiam o primeiro ministro se sentou calmamente em uma poltrona. Esperando pacientemente.
Massageei as têmporas dando a palavra à Menfor.
-Vossas majestades já foram informadas e levadas para o abrigo real aos arredores de Elian. Permanecerão lá até confirmarmos que é seguro seu retorno.
Ambos os esquentadinhos se viraram para mim na mesma hora.
-O rei deve retornar! -Mongrow afirmou. -Não podem continuar longe enquanto seu país se encontra à um passo da guerra.
-Não enquanto o tráfego aéreo não for seguro! -Hirem descordou. -Eu proponho impormos Estado de Sítio.
-Está louco? E causar mais pânico à população?
Olhei suplicante para Menfor que compreendeu no mesmo instante.
-Por que não me acompanham, cavalheiros? Vamos conversar lá fora enquanto vossa alteza troca algumas palavras com o primeiro ministro.
Menfor, meu anjo da guarda é fiel companheiro, os expulsou fechando a porta atrás de si.
Me desmanchei na cadeira, aliviada pelo silêncio.
-Eles não vão negociar. -George, o primeiro ministro comentou.
-E porque não? -Fechava os olhos pensando no que poderia fazer.
Afinal, eu não era rainha! Não ainda. E com certeza não fazia ideia de como agir em tais circunstâncias.
Ah, vovô... O que eu não daria por mais um de seus conselhos...
-Porque para eles é pessoal.
Esta afirmação me arrancou de meus devaneios.
-O que você quer dizer com "pessoal"?
Ele se levantou, caminhando lentamente pela sala até parar com as mãos espalmadas na mesa de mogno à minha frente.
-Para eles é um acerto de contas.
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Um estranho no palácio
RomanceUma princesa, Um país em guerra & Um convidado inesperado. Jovem, bela e sagaz, com um mundo na palma da mão, Angélica jamais teve do que reclamar. Até que chegou a hora de escolher quem se sentaria a seu lado no trono e a acompanharia no altar. Mas...
