Ayla é uma órfã que apos sair do orfanato que passou praticamente sua vida inteira sempre batalhou muito para viver, hoje com 25 anos trabalha em um restaurante como garçonete, tem um namorado a dois anos e são ótimos melhores amigos, ate o dia que...
Me pergunto como um ser tão pequenino pode controlar tanto a sua vida, eu vivo por esse serzinho aqui dentro, sempre quis ser mãe, sempre sonhei que quando isso acontecesse eu estaria casada, tento minha casa, acordaria pelo manhã com meu marido e filhos na cama me enchendo de beijos do jeitinho que eu sonhei, mas não foi bem assim, engravidei de um desconhecido, um idiota que acha que com dinheiro pode resolver tudo, pode controlar tudo e todos com essa merda de dinheiro, não a mim.
Sou grata a minha amiga Mia, se estou conseguindo passar por tudo isso é por causa dela, que se desdobra para cuidar de mim nessas últimas 3 semanas, quando tive alta do hospital, ela foi me buscar, chegamos em casa e contei tudo a ela, como tinha acontecido, desde a traição do Gustavo ao momento que dormi com Matteo. Amanha completo meus dois meses, minha barriguinha já está aparecendo, e cada dia, apesar de tudo, estou cada vez mais completa.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Infelizmente perdi o emprego, to tentando gastar o mínimo possível, mas contas e aluguel tem que ser pagos, preciso de um emprego urgente.
No dia seguinte seria minha segunda consulta com a médica, queria saber se eu já poderia sair do repouso e saber se o bebê está bem, saio de casa, a Mia me ajuda a chegar até lá, não sei o que eu faria sem ela, fico na sala de espera e logo sou chamada.
—ola Ayla como está ? —bem doutora Júlia, tive um incidente a 3 semanas atrás- relatei tudo a ela sobre o ocorrido
—Ayla que bom que conseguiu chegar a tempo ao hospital, não são todos os chás que gravidas podem tomar.- a doutora me alerta
—sim doutora o outro médico me alertou e me instruiu direitinho por enquanto estou somente no suco.
— que bom que está se cuidando, agora vá até o banheiro e se vista para fazermos o exame.
Volto para a sala e o aparelho está lá, ainda é uma trasvaginal pois o bebê ainda é pequeno, ela começa o exame e começo a escutar batidas rápidas e quando me dou conta é a batida do coração do meu filho, a Mia segura a minha mão e estamos as duas chorando que nem umas loucas, queria que fosse o pai desse bebê que estivesse aqui, que pelo menos pudéssemos ser amigos, mas nunca faltará amor pra esse bebê
Depois de toda a emoção a médica vê que está tudo bem, segui a risca a dieta e o repouso, a médica me diz que está tudo bem, meu bebê está crescendo normal e que já posso fazer algumas coisas mas nada com muito exagero.