Capítulo 13

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Acordo um pouco mais animada hoje, completei minha decima segunda semana, meu terceiro mês de gravidez, tenho uma com a dra Júlia e iremos fazer a primeira ultrassom morfológica do primeiro trimestre, que é extremamente importante, vamos ver se está tudo em ordem com o bebê não vejo a hora ver meu pequeno.

Me arrumo bem rápido chamo um táxi e saio, preciso receber notícias boas, tudo ultimamente vai indo ladeira a baixo, não consigo emprego e apesar da Mia sempre me ajudar me sinto bem estressada com tudo, penso no que vou dar pra essa criança, no futuro que irei proporcionar a ela, quero que ela tenho tudo o que não tive, a infância no orfanato não é nada fácil, apesar de ter pessoas lá que me acolheram, não é o mesmo do que ter uma família, uma casa sua,uma mãe, um pai e um lar amoroso.
Por isso meu sonho em casar e construir uma família, acho que é uma forma minha de fechar o ciclo do meu passado e contar uma nova história em meu futuro.

O trânsito hoje está intenso, chego em cima da hora na consulta, assim que chego no consultório, vou correndo até a recepção, a recepcionista me olha e dá um sorriso.

—Que bom que conseguiu chegar a tempo senhorita Wilson.— diz ela bem humorada

— Me chame de Ayla por favor- digo tímida.
Não gosto muito dessas formalidades.

Quando vou me direcionar para a sala de consulta meu coração praticamente para.

—Chegou atrasada "SENHORITA" Wilson- fala com desdém, creio que ouviu eu dizer a recepcionista que não gosto de formalidades

— O que pensa que está fazendo aqui ? Acho que sou eu que devo perguntar agora, porque está me seguindo ? - digo vermelha de raiva

—pelo o que você diz o filho é meu não é mesmo ?
Quero estar presente nas consultas.

— pelo o que eu me lembre você queria que eu tirasse o bebê, eu acho que a partir daquele momento você perdeu o direito de ser pai dessa criança.

Não posso acreditar que isso está acontecendo, esse homem acha que pode entrar, fazer estragos e sair da vida de alguém quando bem quer, aparece aqui do nada exigindo algo que ele mesmo não quis, esse bebê é meu e somente meu.

—Esse bebê é somente meu SENHOR Smith, e como eu disse da última vez não quero ver o senhor nunca mais na minha frente.

Sigo para fazer minha consulta e ele segue atrás de mim, entro na sala e comprimento a dra Júlia.

—Ola Ayla que bom te ver, como se sente?

— Estou bem dr Júlia, hoje só quero saber desse pequeno aqui em baixo. -digo um pouco desconfortável pela presença do SENHOR anjo do mal

A doutora olha de cima a baixo para o Matteo, isso não posso negar que o anjo do mal é um pedaço de mal caminho, principal neste terno azul escuro, sem gravata, ele tem mais ou menos 1,85 de altura, lábios carnudos e vermelhinhos, cabelos negros perfeitamente alinhados  e que olhos, de um azul intenso quando olha no fundo deles é como se mergulhasse em águas profundas e turbulentas.

— Prazer em conhecê-lo senhor ...
a doutora se levanta e cumprimenta levantando a mão para ele.

—Matteo Smith, sou o pai do bebê!

Esse é o nosso anjo do mal Matteo Smith

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Esse é o nosso anjo do mal
Matteo Smith

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