Cinco; amor da sua vida.

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AVISO
MUITO MUITO
MAS MUITO

FLUFFY IAJSOIAJSOIAJS

ESPERO QUE GOSTEM!AMO VCS! <3

. . . 

Com as flores já em um vasinho com água, que eu dei sorte de ter entre meus milhares de trecos dentro do armário, convido Chat Noir para a sala. Não estou com vontade de ficar ali, e ele tampouco. Sentamos no sofá, e a gata se assanha.

Valentina deve estar pensando que achou o futuro marido, coitada.

— Qual o nome?

— Hm? — Olho-o, o cenho franzido faz com que ele sorria.

— A gata... qual o nome?

— Ah. — Dou de ombros. — O nome dessa coisinha é Valentina. Adotei ela faz uns... cinco ou seis meses.

— Ela é fofa.

— Quando não te morde. — Me encosto no sofá. — Podemos... desfocar um pouco dela? Acho que precisamos conversar.

Chat Noir suspirou. Por um momento, acho-o extremamente fofo. Estou um tanto rendida. Ele parece perceber, mas não se aproveita de minha guarda abaixada. Desvia o olhar para as mãos, parecendo procurar palavras.

Adorável.

— Eu sei o que você vai falar. Isso não vai dar certo, mas... o que custa... tentarmos? — Ele me fita. O canto de seus lábios se levanta em um meio sorriso. Seu meio sorriso me lembra a felicidade, e isso faz com que eu preste atenção nele. — Não é como se fossemos espalhar pelos quatro cantos do mundo, não precisamos. Vamos.... manter para nós em um primeiro momento. Nos conhecer, e etc.

— Eu posso tentar, juro, mas... na minha cabeça... isso... isso não funciona! Você é um vilão!

— Diferentemente da maioria do estereotipo de vilão, eu nunca fiz mal a ninguém, e toda a destruição é reposta pela Ladybug sempre. — Seu olhar mudou para algo divertido. — Está com medo de ficar mal falada?

— Não, eu não... ligo 'pra isso. Só não gosto dos teus valores morais.

— Você não os conhece, só sabe que quero os Miraculous.

— E você vai me contar seus valores morais?

— Se você quiser, um dia, ouvi-los.

— Vai me contar para que quer os Miraculous?

Ele sorri.

— Sim, mas não hoje. Por hoje... uma semana... por um pouco de tempo... eu só quero ser uma pessoa normal com você. Quero... quero ser o seu soulmate. — Meu coração para na boca quando ele se levanta e se ajoelha em minha frente. Sua mão toca a minha, o que me faz encará-lo. — Quero ser Chat Noir, sem qualquer outro rotulo ou definição. Somente Chat Noir... o que acha de tentar?

Seu olhar me passa confiança, acima de tudo, honestidade. Seu toque sutil em minha mão me deixa rendida. Respiro fundo, tentando ao máximo não fazer uma careta de quem estava, realmente, rendida a ele.

Meneio a cabeça.

— Eu... até topo... — Encaro-o. — Mas precisamos ser discretos. Ter horários, e momentos para visita... essas coisas, entende? Não quero vizinhos aqui, não quero... fofocas. Eu tenho que manter meu emprego, sabe? Se... isso cai no jornal... eu perco meu emprego na hora. Então... seremos discretos.

— Concordo. Não quero... te colocar em perigo. Zelo muito por você.

— Achei que tivesse poderes para me defender. — Provoco-o. Ele acaba rindo.

— Tenho, mas não posso passar vinte e quatro horas grudado a você, por mais que eu queira. — Ele se levantou, sentando-se ao meu lado no sofá. — Agora que nos resolvemos, podemos falar sobre outra coisa?

— Sobre o que quer falar? Não sei seus gostos.

— Também não sei os seus, estamos na verdadeira estaca zero. Que tal começarmos com os nossos dias?

— Bem, eu tive um bom dia. Meu chefe me chamou para almoçar, pensei que eu fosse receber uma proposta no estilo Cinquenta Tons de Cinza. Quando sentei na cadeira do restaurante, esperei que algum empregado trouxesse aquele contrato de confidencialidade. — Murmuro, enquanto me ajeito ali. — Mas... no fim ele só quer minha ajuda com sua soulmate. Estranho, não acha?

— Por que... estranho?

— Porque ele é rico! Poderia ter pedido para qualquer uma, mas veio até mim! Isso é... no mínimo... peculiar.

— Eu também iria até você, você realmente tem uma carinha de quem bebe romance na veia como se fosse soro. — Sua piscadela acarreta em minha revirada de olhos.

— Não, romance não é minha praia. Prefiro comédia, mas enfim... me fale sobre seu dia.

— Trabalhei, fim.

— Que vida chata, deve ser por isso que é revoltado.

Ele faz uma careta. Sorrio.

— Adote um gato, ele vai te tirar da monotonia. — Puxo a barra de minha camiseta. — Isso foi há dois meses, quando tropecei no brinquedo da Valentina e bati no balcão. Tomei cinco pontos.

Ele se aproxima e inspeciona o machucado de perto. Admito que ele fica uma gracinha todo concentrado.

É um tanto fofo vê-lo tão concentrado em mim, parecendo realmente preocupado enquanto avalia o machucadinho. Não consigo evitar um sorriso. Quem diria que Chat Noir um dia largaria sua pose séria por mim?

— Pelo menos não infeccionou. — Ele me encara. — Você deveria tomar mais cuidado.

— Vou. — O encaro. — É médico?

— Hm?

— Fora dessa vida de vilão... você é médico?

Seu sorriso aumenta, e ele se aproxima.

— Se eu disser, ganho um beijo?

Humpf.

— Está se aproveitando da sorte, meu consagrado.

— É algo justo! Uma informação valiosa por um beijo divino.

— Acha que meu beijo é divino?

— Claro, você é a própria divindade. — Seu rosto aproxima-se do meu, tanto que me faz fitá-lo com intensidade. Seus olhos possuem um espirito arisco, algo que me deixa extasiada momentaneamente. Engulo em seco. — Filha de Vênus, eu diria.

— Está sendo galante.

— Prefiro sincero... — Não me afasto quando ele toca meu queixo. — E ai?

Anuo em concordância a sua proposta.

Antes que eu possa contestar e fazê-lo falar primeiro, ele se aproxima ainda mais. Seus lábios selam-se aos meus e eu não perco tempo em retribuir o beijo caloroso que ele me oferece. Seu polegar acaricia minha bochecha e eu sorrio. Céus! Sua caricia é deliciosamente boa em minha pele! Nos separamos, clamamos por folego e começamos outro beijo.

Paramos quando o anel dele bipa, fito-o, e ele sorri.

— Parece que nosso tempo se esgotou...

— Ei! — Aperto o pulso alheio antes que ele possa se afastar. — Não me deu minha resposta.

Ele ri.

— Eu não sou médico, princesa... — Aproxima-se novamente, morde meu lábio ínfero com delicadeza e sorri, malandro. — ... sou o amor da sua vida.

Logo euHistórias para pegar e não largar. Descubra agora