Vinte e seis; reconquistar o tempo.

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vocês sabem que eu sempre explico tudo dps né?

. . .

Eu não levei muito tempo para chegar no hospital, mas a burocracia tomou tempo suficiente que – naquele momento – eu não tinha.

A secretaria me parecia estupida e lerda, a enfermeira tentava me barrar de todas as formas, até eu finalmente ser levada ao quarto pelo médico.

E não estou sendo corajosa o suficiente para entrar.

Talvez se eu tivesse pegado o maldito Miraculous dele quando tive chance isso não estaria acontecendo.

Minha cabeça dói quando empurra a porta e meu coração se aperta quando vejo Adrien na cama, parecendo nada menos do que debilitado. Corro até ele, e ele sorri de um modo fraco, que quase parte meu coração.

— Adrien!

Me aproximo. Meus olhos estão marejados e eu quase caio sobre seu corpo. Ele ri, fraco.

— Você ainda não aprendeu a diferenciar Agrestes?

Me afasto, repentinamente, mas ele me puxa. Arregalo os olhos. Merda!

— Félix!

— Bom te ver de novo, Marinette.

Não consigo respondê-lo. Ele tampa meu nariz com um paninho que escondera até aquele momento. Aos poucos, apago.

[...]

Quando acordo, estou no meu apartamento. Me surpreendo ao perceber que não estou sozinha.

— Achei que tivéssemos conversado sobre segurança.

O tom difere do normal de Félix, meu coração ricocheteia no peito. Sorrio, aflita, e me levanto. Meu corpo colide com o do loiro em minha frente e não me poupo de revistar todo o corpo dele, passando a mão por tudo o que o uniforme cobre.

— Você está bem...

— É claro que estou, mas você quase não ficou! O que deu em você, Marinette? Ainda bem que eu fui capaz de chegar antes que algo te acontecesse!

— Como soube que eu estava no hospital?

— Alix. — Ele suspira me pega nos próprios braços. Me aconchego em si e o deixo me levar para a cama. Ele me deita, em seguida deitando-se ao meu lado. — Ela me ligou.

— Eu não entendo, a voz de Rena...

— Programas de edição. Félix não é burro.

Suspiro.

— Eu deveria ter prestado mais atenção...

— Deveria mesmo.

— Adrien!

Ele me olha, e ri.

— O que? Falei a verdade. Foi imprudente, não checou os fatos.

— Pensei que estivesse morto!

— Isso significa que você se importa comigo?

Ele gira o corpo, ficando sobre mim. Mordo meu lábio ínfero. Ele está querendo me provocar?!

— Isso importa?

— Com certeza. — Ele me fita, e se destransforma. — E importa muito.

— Ok, eu me importo com você, e muito. Satisfeito?

— Você não sabe o quanto.

Sorrio e ele me beija, sua boca encontra-se com a minha. Meu corpo se acalenta com sua aproximação repentina. Deixo que minhas mãos toquem sua pele, passando-as sob a camiseta branca que ele usa. Nossas bocas soltam-se somente para tomarmos folego, mas antes que eu possa fazer algo, Adrien beija meu pescoço, me fazendo suspirar baixo.

Logo euHistórias para pegar e não largar. Descubra agora