vocês sabem que eu sempre explico tudo dps né?
. . .
Eu não levei muito tempo para chegar no hospital, mas a burocracia tomou tempo suficiente que – naquele momento – eu não tinha.
A secretaria me parecia estupida e lerda, a enfermeira tentava me barrar de todas as formas, até eu finalmente ser levada ao quarto pelo médico.
E não estou sendo corajosa o suficiente para entrar.
Talvez se eu tivesse pegado o maldito Miraculous dele quando tive chance isso não estaria acontecendo.
Minha cabeça dói quando empurra a porta e meu coração se aperta quando vejo Adrien na cama, parecendo nada menos do que debilitado. Corro até ele, e ele sorri de um modo fraco, que quase parte meu coração.
— Adrien!
Me aproximo. Meus olhos estão marejados e eu quase caio sobre seu corpo. Ele ri, fraco.
— Você ainda não aprendeu a diferenciar Agrestes?
Me afasto, repentinamente, mas ele me puxa. Arregalo os olhos. Merda!
— Félix!
— Bom te ver de novo, Marinette.
Não consigo respondê-lo. Ele tampa meu nariz com um paninho que escondera até aquele momento. Aos poucos, apago.
[...]
Quando acordo, estou no meu apartamento. Me surpreendo ao perceber que não estou sozinha.
— Achei que tivéssemos conversado sobre segurança.
O tom difere do normal de Félix, meu coração ricocheteia no peito. Sorrio, aflita, e me levanto. Meu corpo colide com o do loiro em minha frente e não me poupo de revistar todo o corpo dele, passando a mão por tudo o que o uniforme cobre.
— Você está bem...
— É claro que estou, mas você quase não ficou! O que deu em você, Marinette? Ainda bem que eu fui capaz de chegar antes que algo te acontecesse!
— Como soube que eu estava no hospital?
— Alix. — Ele suspira me pega nos próprios braços. Me aconchego em si e o deixo me levar para a cama. Ele me deita, em seguida deitando-se ao meu lado. — Ela me ligou.
— Eu não entendo, a voz de Rena...
— Programas de edição. Félix não é burro.
Suspiro.
— Eu deveria ter prestado mais atenção...
— Deveria mesmo.
— Adrien!
Ele me olha, e ri.
— O que? Falei a verdade. Foi imprudente, não checou os fatos.
— Pensei que estivesse morto!
— Isso significa que você se importa comigo?
Ele gira o corpo, ficando sobre mim. Mordo meu lábio ínfero. Ele está querendo me provocar?!
— Isso importa?
— Com certeza. — Ele me fita, e se destransforma. — E importa muito.
— Ok, eu me importo com você, e muito. Satisfeito?
— Você não sabe o quanto.
Sorrio e ele me beija, sua boca encontra-se com a minha. Meu corpo se acalenta com sua aproximação repentina. Deixo que minhas mãos toquem sua pele, passando-as sob a camiseta branca que ele usa. Nossas bocas soltam-se somente para tomarmos folego, mas antes que eu possa fazer algo, Adrien beija meu pescoço, me fazendo suspirar baixo.
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Logo eu
FanfictionSer a alma gêmea de um herói seria a própria sorte, certo? Mas... e ser a alma gêmea de um vilão? Diferentemente do que Fábio Junior cantava, Marinette não fazia tudo o que podia para encontrar sua alma gêmea. Ela tinha desistido quando, aos dezoito...
