Dezesseis; presente de grego.

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HIHI PEGA FOGO CABARÉEE

LITERALMENTE Q

. . .

Eu tinha chego em casa há minutos, e me enfurnado no banheiro. Tomei meu banho, relaxei e pensei. Seria uma noite e tanto, eu precisava estar preparada.

Quando sai do chuveiro, estava decidida a tentar, mesmo que meu plano fosse fora de órbita. Eu preciso de respostas, e vou tê-las. Custe o que custar.

Mesmo que eu tenha que deixá-lo doido.

— Começando por hoje.

Murmuro para mim, enquanto deslizo o batom cor-de-rosa por meus lábios. Observo meu corpo pelo espelho, a lingerie preta o cobre de modo terrivelmente sexy a meu ver. Mordisco meu lábio.

É hora de jogar sujo, baby.

Ouço o barulho da janela. Sei que é ele. Conheço-o, mesmo que ele pense que só sei o que ele me permite saber. Deixo meu cabelo preso do coque, não me importo em calçar meus chinelos. Espirro uma dose do meu melhor perfume e sorrio.

Espero que a sensação de comer a língua do gato seja ótima.

— Marinette?

Saio do banheiro, com graça.

Vejo-o em pé, e ele parece surpreso ao meu olhar, que corre por todo o meu corpo. Me apoio no batente, cruzando os braços, daquele modo que sei que eleva meus peitos.

— Chat Noir.

— Eu... — Percebo-o respirar fundo, enquanto se apoia na escrivaninha. Volta a me olhar, dessa vez, de modo um tanto piegas, uma aura de timidez envolve seu corpo. — Eu quero te pedir desculpas. Você estava certa.

— Diga algo que eu não sei.

— Eu quero tentar de novo, assim como você. — Ele suspira. — Eu gosto de você, de verdade, e quero que acredite em mim. Eu vacilei, não deveria ter feito o que fiz, e eu sinto muito mesmo, eu não vou fazer de novo e...

— Eu quero que você me prove que é meu soulmate.

Novamente, a surpresa volta para seu rosto.

— Como?

Me desencosto do batente da porta. É agora ou nunca.

— Eu quero uma prova. Você pode ter inventado, pode ter me espionado ou sei lá o que. Quero que me prove que é meu soulmate.

Chat Noir me encara, confuso por instantes, antes de aceitar qualquer desafio que meu olhar o impõe. Acaricia o queixo, fingindo pensar em minha proposta.

— Como você quer sua prova? Ou... contraprova, visto que já provei uma vez?

— Em algum lugar que somente nós possamos saber... — Encurralo-o contra a parede. Sorrio, do melhor modo possível, enquanto passo uma de minhas mãos por seus ombros. — Eu quero que você me marque...

Elevo o batom na altura de seus olhos. Ele o segura, os olhos ainda focados em mim. Parece fascinado.

Me viro de costas, debruçando meu corpo sobre a escrivaninha. Encaro-o sobre os ombros.

— ...pode usar seu cinto no lugar, se quiser. — Roço meus lábios um ao outro. — ...eu não vou ligar.

Chat me parece momentaneamente afobado. Fica atrás de mim, posso percebê-lo abaixar parte do uniforme. Sorrio, principalmente quando ele puxa um de meus braços de um modo até mesmo robusto. Sinto quando ele desliza o batom por toda a extremidade de meu antebraço: do pulso ao cotovelo.

Logo euHistórias para pegar e não largar. Descubra agora