P.O.V YEONJUN
Eu nem mesmo tive tempo de me virar, para encarar o rosto do outro e descobrir qual expressão me aguardava. Pois antes disso, tive o capuz de meu casaco, puxado com tanta força, que me deixou zonzo. E quando percebi, já enxergava a imagem de Hina longe. Com as feições tão confusas quanto a minha deveria estar, enquanto sentia-me, ser arrastado, por entre o aglomerado.
Quando notei estar já por entre os grossos e escuros troncos dos pinheiros, senti meu capuz ser solto de uma só vez. Podendo me apoiar em uma das arvores para respirar melhor.
— Qual a droga do seu problema hein? – ouvi o outro dizer furioso, então me virei o encarando.
— Qual o meu problema? – comecei descrente. – Qual, o SEU problema?! – devolvi a pergunta. – Por que fez isso hein?? – alterei a voz massageando meu pescoço. – Você é idiota? – empurrei
seu peito.
Beomgyu me encarou incrédulo tentando formular algo coerente em sua mente. Mas nada justificava sua ação anterior.
— Você... tava. . beijando ela! – se enraiveceu dizendo como se fosse óbvio.
— E daí?? – exasperei-me franzindo o cenho. – O que é que você tem haver com isso? – continuei no mesmo tom. Por que estava tão irritado?
— O que eu tenho haver? Eu tenho tudo Yeonjun! – se aproximou mais, gesticulando nervoso. – Eu achei que... que você não ia ficar com outras pessoas
— Além de você? – completei. – O que te fez pensar isso hein? Por que achou que eu faria isso? Nós. não, temos. nada! E nem nunca vamos ter! – esbravejei fazendo o outro recuar um pouco. – Acha que pode ficar de papinho pra cima de mim, e depois sair por aí trepando com qualquer um, como se o que eu lhe oferecesse, fosse insuficiente?
— Yeonjun.
— É isso não é? Diz que gosta de mim, mas corre pra se deitar com outros. Faz ideia do quanto eu me sinto ridículo? – empurrei seu peito novamente.
— Hey espera.
— Pois aproveita Beomgyu. Porque eu nunca, nunca vou fazer com você, o que você quer!
— Yeonjun não é isso que eu quero de você droga!
— É o que parece!
— Mas não é! Eu já disse. O que eu tenho que fazer pra você entender de uma vez?
— Que tal fazer as coisas certas hum? Que tal ter controle sobre si mesmo? É dessa forma, desesperado pra transar com qualquer um, que você quer acredite, que você gosta de mim? – despejei deixando o azulado sem palavras.
— Yeonjun... O-olha... – gaguejava confuso, bagunçando seus próprios cabelos. – Eu tô... tentando tá? Fazer tudo dar certo, eu-
— Tá mesmo Beomgyu? – cruzei meus braços, sendo sarcástico. – Não foi o que me pareceu quando tava lá se agarrando com aquele... Por que me convidou em? Por que insistiu tanto pra eu vir, se ia fazer aquilo?
— Caralho eu achei que você não viria! – gritou se aproximando mais de mim.
— Então é assim que funciona? Sou meramente algo descartável?
— Não Yeonjun.
— Algo que você usa quando está entediado...
— Yeonjun você não pode falar isso como se a alguns dias não tivesse dito o mesmo sobre mim!
— Achou que se eu não viesse, era só escolher outro, simples. É isso não é Beomgyu? – esbravejei ignorando o que o outro havia dito. Pois sabia que ele estava certo.
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Clinic Worst
FanfictionAo descobrirem a verdadeira sexualidade de seu filho, os pais de Yeonjun, resolvem interná-lo em uma clínica religiosa. No quarto ao lado, reside Beomgyu, que foi internado pelo mesmo motivo que Yeonjun.
