Manipulação

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Ao amanhecer, Rafaella é a primeira a acordar e a chamar as outras três meninas para fazerem o raio-x. O efeito do álcool afetara as quatro, principalmente Manoela que murmura de dor em sua cabeça.

— Tá com dor, bebê? Eu te faço um cafezinho, você quer? — Mariana pergunta abraçando Manoela por trás, deixando um beijo estalado em sua bochecha.

— Eu prefiro um chá, mas claro, se não for pedir demais. — Responde sorrindo de lado, observando a baiana desfazer o abraço e ir encher a chaleira com água.

— Eu já estou fazendo o chá pra Bia e pra mim, posso fazer procê também. — Rafaella diz preparada para pôr mais água em sua chaleira com chá.

— Não precisa... — Manoela fica sem graça, não querendo incomodá-la.

— Manoela, deixa de coisa. — A líder insiste, já despejando o restante da água.

O café de Mariana fica para o restante da casa, pois até ela também opta pelo chá. Bianca observa a cena segurando um riso, adorando ver os esforços de Rafaella para ter um clima mais amigável.

Não pode negar que aos poucos estão se reencontrando e o quanto isso é fascinante para qualquer um que já tenha presenciado sua amizade.

Antes de todos acordarem as quatro tomam o café da manhã, conversando num clima agradável.

— Desculpa, Rafa! Eu jamais dormiria daquela forma se eu soubesse que era você, eu jurava que era a Mari. — Manoela comenta aos risos sobre ter dormido com as mãos no corpo de Rafaella.

— Então com a Mari é de boa? — Bianca dá uma risada, olhando dela para Mariana.

— Amiga, ela é um bebê. A gente agora dorme juntinho, não é neném? — Mariana sai da sua cadeira, indo sentar sobre Manoela.

— Mariana! — Rafaella a repreende, preocupada com o peso sobre a outra.

— Troca, vem. — Manoela diz quase sendo sufocada pelo impactado sobre si.

— Vocês agora dormem juntas?! Poxa miga, você já tá me traindo? Passo dois dias fora e já me substitui. — A carioca finge decepção, jogando o pano de prato na direção dela.

— Que isso, Bia. Eu amo muito você também amor, mas a Manuzinha é meu neném. — Ela aperta o corpo da mais baixa contra o seu, posicionando o rosto na curvatura do pescoço pequeno.

— Eu roubei a Rafa de você, Manu. — Bianca brinca, tentando puxar o banco de Rafaella para perto.

— Não sou um objeto pra ser roubado, Bia.

A líder observa a cena das três na maior melação, pior ainda ao assistir a carioca tentando mover o assento.

— Cê não vai conseguir.

— Ai que raiva, Rafaella. Dá pra me ajudar aqui, ou tá difícil?

— E eu roubei a Mari de você! Olho por olho, dente por dente. — Manoela manda um beijo no ar, sentindo Mariana massagear a sua mão.

— Mentira que eu tenho todas aos meus pés, não é miga? — Bianca se gaba, recebendo o olhar de desdém da mineira.

Ela apenas ri, levantando e deixando as três brigarem entre si sobre quem é de quem.

Também acordada, Gabriela aparece na cozinha, com seu rosto inchado e vermelho, sinais evidentes de choro. Rafaella automaticamente se sente culpada, respirando fundo assim que a vê dar meia volta e sair pela porta da sala.

Teriam que conversar... uma longa conversa.

Além de Gabriela, Gizelly e Thelma também acordam e vão até a cozinha atrás do café da manhã.

A Diaba e a MissionáriaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora